Quarta-Feira, 11 de março de 2026
Quarta-Feira, 11 de março de 2026
Estratégia envolve esperar prazos eleitorais para saber quais candidaturas irão se concretizar.
Oficialmente, a direita tem vendido a imagem de "ninguém solta a mão de ninguém" após o anúncio do PSD somando à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas, nos bastidores, os principais atores do tabuleiro eleitoral jogam o jogo do “resta um”, esperando prazos eleitorais e mudanças no percurso, como algo que possa abater algum deles, diante do escrutínio de candidaturas — algo “fora da curva”, para ver quais candidaturas realmente vão vingar.
Com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD na semana passada, a direita composta pelos governadores Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e o senador Flávio Bolsonaro, se coloca agora como um "front antiLula" e que essa formação de chapas ajudará a aumentar a rejeição do atual presidente.
Mas esse "pacto de não agressão" é o discurso oficial — por ora. Nos bastidores, estão todos posicionados, esperando para saber quais dessas candidaturas não terão fôlego seguir adiante, em um movimento como o do jogo 'resta um'.
Nessa espera até abril, nomes da direita não descartam nem mesmo a reabilitação do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesse jogo presidencial.
Mesmo o chefe do Executivo paulista afirmando que disputará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, seu nome reaparece quando, por exemplo, é levantada a hipótese de algo acontecer com a candidatura do filho mais velho de Bolsonaro, Flávio.
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Lula e Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução
Se as candidaturas se firmarem e vingarem, o "front antiLula" vale para o primeiro turno, pois — como acredita o senador Flavio Bolsonaro em conversa ao blog — esses ataques podem elevar a rejeição de Lula (PT), o que lhe interessa na disputa.
Sobre Tarcísio, Flávio disse que o governador estará no seu palanque em SP. “Eu preciso de Tarcísio forte”.
*G1/Blog da Andréia Sadi