Quarta-Feira, 11 de março de 2026
Quarta-Feira, 11 de março de 2026
Polícia Federal investiga ainda delitos de corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, crimes licitatórios, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que embasou a operação da PF (Polícia Federal) que teve como alvo o deputado Antônio Doido (MDB-PA), diz que o parlamentar comandava uma organização para operacionalizar o desvio de verbas públicas.
“A partir dos dados identificados, e consoante já exposto de forma tangencial acima, o grupo investigado, sob o comando do Deputado Federal Antonio Doido, utiliza diversas empresas para operacionalizar as movimentações financeiras objeto da investigação”, diz a decisão.
Ainda de acordo com o documento, “a análise identificou indícios da prática de outros crimes, por meio de complexo esquema de lavagem de dinheiro que teria como ponto de partida recursos oriundos de contratos públicos, os quais seriam aparentemente destinados, ao menos em parte, para fins eleitorais escusos, além da aquisição de patrimônio”.
Segundo a decisão, a investigação teve início após a prisão em flagrante, em 4 de outubro de 2024, de investigados que sacaram quase R$ 5 milhões em espécie em uma agência do Banco do Brasil, às vésperas das eleições municipais.
Os presos, na época, foram Geremias Cardoso da Hungria e Ellis Dângeles Noronha Martins, também alvos da operação de hoje. Veja quem são os demais que estão na mira da operação:
Operação da PF
Nesta terça-feira (16), agentes da PF cumpriram 31 mandados de busca e apreensão no Pará e no Distrito Federal.
A Operação Igapó apura a prática de crimes de corrupção exercidos por uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados.
Segundo a corporação, "os investigados teriam o objetivo de desviar verbas públicas por meio de fraudes em processos de licitação, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio".
A PF investiga ainda delitos de corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, crimes licitatórios, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A CNN tenta contato com a defesa de Antônio Doido.
*CNN/Brasília