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Quarta-Feira, 11 de março de 2026

Política

'Facções já atuam como máfias internacionais enquanto governo parece fazer vista grossa', critica Marx Beltrão

'Facções já atuam como máfias internacionais enquanto governo parece fazer vista grossa', critica Marx Beltrão

(Imagem: Assessoria )

O deputado federal Marx Beltrão (PP-AL) fez duras críticas à condução do governo federal no enfrentamento ao crime organizado, após a divulgação da operação internacional que resultou na apreensão de quase 10 toneladas de cocaína em um navio que saiu do Brasil com destino à Europa e foi interceptado pelas autoridades espanholas.

Para Marx Beltrão, o episódio evidencia o nível de organização, poder financeiro e alcance internacional das facções criminosas brasileiras, que hoje operam como verdadeiras máfias globais, utilizando portos, rotas marítimas e estruturas logísticas para o tráfico internacional de drogas.

Segundo o parlamentar, não se trata mais de criminalidade comum, mas de organizações altamente estruturadas, que desafiam o Estado brasileiro e expõem o país negativamente no cenário internacional.

“O mundo inteiro está vendo o que o Brasil insiste em não enfrentar com a seriedade necessária. Facções criminosas estão atuando em escala internacional, movimentando bilhões e exportando violência.

Diante disso, o governo parece fazer vista grossa e demonstra falta de pulso firme para tratar o crime organizado como a ameaça real que ele representa”, afirmou o deputado.

Marx Beltrão também ressaltou que o Congresso Nacional já discute o Projeto de Lei que trata do enquadramento das facções criminosas, ampliando os instrumentos legais para endurecer penas, fortalecer o combate ao crime organizado e dar mais respaldo às forças de segurança.

Para ele, falta ao governo federal assumir uma posição clara e apoiar, sem ambiguidades, medidas que avancem nessa direção.

O parlamentar defendeu providências urgentes, como o reforço do controle de portos e fronteiras, investimentos consistentes em inteligência policial, maior integração entre as forças de segurança e combate rigoroso à lavagem de dinheiro, que sustenta financeiramente as facções. Marx Beltrão destacou ainda que os estados não podem ficar sozinhos nessa luta e precisam de apoio efetivo da União.

“O Brasil precisa decidir se vai continuar reagindo de forma tímida ou se vai enfrentar as facções com seriedade, coragem e responsabilidade. O crime organizado não espera, não recua e não respeita fronteiras. O Estado brasileiro precisa agir à altura desse desafio”, concluiu.

*Assessoria