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Quarta-Feira, 11 de março de 2026

Política

Protestos no país: Manifestantes fazem protestos contra PL da Dosimetria nas 27 capitais

Projeto reduz o tempo de prisão para crimes como golpe de Estado ao acelerar a progressão de pena, permitindo a saída do regime fechado após um sexto da pena.

Protestos no país: Manifestantes fazem protestos contra PL da Dosimetria nas 27 capitais

Manifestantes fazem ato contra anistia e PL da Dosimetria na capital federal (Imagem: Natália Valarini/TV Globo)

Manifestantes realizaram atos pelo país, neste domingo (14), contra a anistia a envolvidos no 8 de Janeiro e o projeto de lei que reduz o tempo de prisão de condenados por tentativa de golpe de Estado, o chamado "PL da Dosimetria".

 

Houve manifestações em todas as capitais, de tamanhos diferentes. Em alguns locais, a mobilização começou pela manhã; em outros, à tarde, com caminhadas por avenidas importantes, apoio de carros de som, shows e faixas e cartazes com palavras de ordem e críticas ao Congresso Nacional.

O PL da Dosimetria, já aprovado na Câmara e em análise no Senado, unifica o crime de golpe de Estado com o de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e reduz o tempo para progressão de pena. Se aprovado, pode diminuir a prisão de Jair Bolsonaro. O texto ainda pode mudar na CCJ, mas a expectativa é votá-lo ainda este ano.

Veja, abaixo, como foi a manifestação em cada capital:

 

Já aprovado pela Câmara, o PL da Dosimetria prevê que:

  • crime de golpe de Estado, que tem pena maior (de 4 a 12 anos), deve absorver o de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (de 4 a 8 anos);
  • progressão de pena seja mais rápida do que a atual, permitindo a saída do regime fechado após cumprimento de um sexto da pena. Atualmente, a lei exige um quarto.
 

Se o projeto for aprovado também no Senado, o ex-presidente Jair Bolsonaro – condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por comandar um plano para dar um golpe de Estado – pode ter de passar menos tempo na cadeia.

Segundo cálculos do relator da proposta na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), o tempo de prisão do ex-presidente cairia para cerca de 2 anos e meio.

A proposta deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima quarta-feira (17), mas pode sofrer alterações. O relator é o senador Esperidião Amin (PP-SC).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem dito que quer concluir a análise do texto na Casa ainda neste ano.

*G1