Segunda-Feira, 26 de janeiro de 2026
Segunda-Feira, 26 de janeiro de 2026
O início do programa federal Gás do Povo em Maceió, a partir desta segunda-feira (26), foi comentado pelo deputado federal Marx Beltrão (PP) dentro de uma visão ampla sobre o acesso da população ao gás de cozinha. Para o parlamentar, toda política pública que chega para beneficiar quem mais precisa deve ser reconhecida, mas o debate não pode ignorar a realidade de milhões de brasileiros que seguem enfrentando dificuldades.
“Eu nunca vou deixar de destacar uma política pública quando ela é feita em benefício da população. O Gás do Povo é um programa do governo federal, é uma ação necessária, merece destaque e ajuda quem mais precisa”, afirmou Marx Beltrão. Segundo ele, o benefício alcança um número expressivo de famílias e tem papel importante no enfrentamento da vulnerabilidade social.
Ao mesmo tempo, o deputado chamou atenção para os limites do programa. “Existem milhões de brasileiros que não terão acesso ao Gás do Povo, inclusive aqui em Maceió. É claro que o benefício vai atingir muita gente, mas também haverá uma grande parcela da população, em Maceió e em Alagoas, que continua tendo muita dificuldade para comprar um botijão de gás”, destacou.
Marx Beltrão ressaltou que o problema atinge principalmente assalariados, trabalhadores que ganham salário mínimo e famílias que vivem com renda apertada, mas que não se enquadram nos critérios do programa. “O gás de cozinha continua sendo um item extremamente necessário e, ao mesmo tempo, extremamente caro para essas pessoas. Cozinhar não pode ser um privilégio. É por isso que o preço do gás precisa baixar”, afirmou.
O parlamentar lembrou que essa não é uma posição circunstancial. Desde 2019, Marx Beltrão vem tratando o preço do gás de cozinha como pauta social permanente no Congresso Nacional. Naquele ano, alertou em plenário que o alto valor do botijão já empurrava famílias a voltarem a cozinhar com lenha e carvão, caracterizando o problema como uma questão de insegurança alimentar, saúde pública e desigualdade social.
Em 2020, manteve posicionamento firme contra reajustes sucessivos do GLP. Durante a pandemia, em 2021, defendeu propostas de limitação do preço do botijão para famílias do Cadastro Único, apoiou medidas de subsídio direto e votou favoravelmente à Nova Lei do Gás, defendendo mudanças estruturais no setor como caminho para reduzir o preço ao consumidor final.
No período pós-pandemia, em 2022, Marx passou a cobrar fiscalização mais rigorosa sobre os preços praticados. Em 2023, reforçou que políticas de auxílio só produzem efeito real quando acompanhadas da redução do preço na origem. Em 2024, voltou a relacionar o alto custo do gás ao debate sobre inflação e custo de vida.
Já em 2025, reafirmou que a defesa do gás de cozinha mais barato é uma pauta permanente de seu mandato, independente do governo de plantão.
“Eu reconheço ações que ajudam a população mais pobre, mas minha luta sempre foi para que o preço do gás seja justo para todos — inclusive para quem não está dentro de programas sociais. O gás de cozinha é essencial, e enquanto ele continuar caro, essa pauta seguirá sendo prioridade do meu mandato”, concluiu Marx Beltrão.
*Assessoria