Aguarde. Carregando informações.
MENU

Terça-Feira, 13 de janeiro de 2026

Política

Marx relembra voto de 2024, reafirma posição contra saidinhas de presos e diz que evasão no Rio confirma alertas feitos no Congresso

Marx relembra voto de 2024, reafirma posição contra saidinhas de presos e diz que evasão no Rio confirma alertas feitos no Congresso

(Imagem: Assessoria )

O deputado federal Marx Beltrão (PP) voltou a criticar a política de saída temporária de presos após a confirmação de que mais de 250 detentos não retornaram ao sistema prisional do Rio de Janeiro depois da saidinha de Natal, a maioria deles ligada a facções criminosas como o Comando Vermelho. Para o parlamentar, o episódio não causa surpresa e apenas reforça alertas que ele vem fazendo há anos no Congresso Nacional.

Marx Beltrão ressaltou que sempre manteve posição firme contra as saidinhas, especialmente quando envolvem criminosos perigosos. Ele lembrou que essa postura ficou evidente na votação histórica de 28 de maio de 2024, quando o Congresso analisou o veto do presidente Lula ao projeto que restringia as saídas temporárias em feriados e datas comemorativas. Mesmo diante da articulação do governo federal para manter o veto, Marx votou pela derrubada, acompanhando a ampla maioria da Câmara dos Deputados.

“O governo quis manter a saidinha. Nós dissemos não. Alertamos que criminosos perigosos voltariam às ruas e não retornariam às prisões. Hoje, os números do Rio de Janeiro mostram que esse alerta estava correto. Respeito a premissa da ressocialização no sistema prisional, mas, com bandidos de alta periculosidade e membros de facções, não podemos vacilar. São pessoas que colocam a sociedade em risco”, afirmou.

O deputado destacou que a rejeição do veto e a posição contrária às saidinhas adotada por 314 deputados em 2024 representaram um posicionamento claro do Parlamento em defesa da segurança pública. “Votei com a proteção da sociedade. Não se trata de ideologia, mas de responsabilidade com a vida das pessoas”, reforçou.

Segundo Marx Beltrão, o que ocorreu no Rio de Janeiro se repete em diferentes estados do país, evidenciando uma falha estrutural no modelo atual. “Ano após ano, o roteiro é o mesmo: presos saem, não voltam, fortalecem facções e ampliam a sensação de insegurança. Isso não é exceção, é um problema recorrente”, declarou.

O parlamentar também criticou a concessão do benefício a integrantes do crime organizado. “Autorizar que membros de facções deixem a prisão, ainda que temporariamente, é permitir que o crime se reorganize fora dos muros. Isso desrespeita as forças de segurança e ignora o sofrimento das vítimas”, disse.

Ao final, Marx Beltrão reafirmou sua defesa de critérios rigorosos, regras claras e da exclusão de presos de alta periculosidade desse tipo de benefício, destacando a coerência de sua atuação parlamentar. “Sempre fui contra as saidinhas para criminosos perigosos. Defender segurança pública é defender a sociedade e o cidadão de bem. Ressocialização é uma coisa. Outra é dar colher de chá para bandido perigoso e reincidente voltar às ruas e cometer novos crimes”, concluiu.

*Assessoria