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Sábado, 24 de janeiro de 2026

Saúde

Saúde pública: SUS oferece novo medicamento para doença pulmonar

O medicamente vai tornar mais fácil e eficaz o tratamento para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.

Saúde pública: SUS oferece novo medicamento para doença pulmonar

(Imagem: Reprodução TV Globo)

O SUS começou a oferecer um tratamento novo contra doenças pulmonares, mais simples e mais eficaz.

Um tratamento mais eficaz para doenças pulmonares vai ser incluído este ano no SUS.

Um teste simples que mede a saúde dos pulmões detectou que tinha alguma coisa bem errada com a dona Áurea.

"Desde os 15 anos eu fumava e aí comecei a sentir né um pouco de cansaço", conta Áurea Cury, funcionária pública aposentada.
 

Esse cansaço entre as pessoas que fumaram por muitos anos tem nome: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica ou DPOC. Segundo a pneumologista Helen Coutinho, é uma inflamação que dificulta a respiração e piora com o tempo. Mais conhecida como enfisema pulmonar associado a bronquite crônica.

"É uma doença muito subdiagnosticada. No Brasil a gente tem mais de 70% dos pacientes são portadores, convivem com a DPOC e não tem diagnóstico. Então esse paciente já vem com o pior prognóstico, a gente vai iniciar uma terapia com a doença que já evoluiu".
 

O Ministério da Saúde publicou novas regras de atendimento para tentar diminuir os casos graves, internações e mortes. Em 2024, o SUS fez quase 22 milhões de atendimentos por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, oito vezes mais que em 2015, início da série histórica.

A ideia é que com as novas diretrizes mais testes sejam realizados e mais pacientes sejam precocemente diagnosticados. Desse jeito o tratamento também pode começar antes que a doença se agrave e comprometa ainda mais a função do pulmão.

O protocolo também prevê o uso e a distribuição gratuita de um novo tipo de bombinha, que combina 3 medicamentos - como explica o médico da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Roberto Stirbulov.

"Hoje o que há de mais moderno para o tratamento da DPOC. É o que a gente chama de tripla terapia e o SUS incorporou a tripla terapia no mesmo dispositivo".
 

O secretário de atenção especial do Ministério da Saúde, Mozart Salles, diz que é mais fácil de usar - e, por isso, mais eficaz.

"Consegue controlar a doença porque consegue impedir o seu progresso de maneira demasiada. Então a gente tá muito otimista de que esse novo protocolo vai gerar uma adesão expressiva".
 

O tratamento é para vida toda e para dar certo, é claro, precisa parar de fumar.

"Meu pai teve e enfisema pulmonar, morreu de enfisema pulmonar. Ele não conseguiu parar. Mas eu graças a deus consegui parar", diz Dona Áurea.
 
 

*G1/ Jornal Nacional