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Quinta-Feira, 09 de abril de 2026

Brasil

Anac avalia causa de falha que fechou espaço aéreo de SP e nega risco de nova interrupção

Diretor-presidente da agência afirmou que acontece agora ‘a normalização da fila de aeronaves no chão’

Anac avalia causa de falha que fechou espaço aéreo de SP e nega risco de nova interrupção

Diretor-presidente da Anac disse que "há rumores, mas é prematuro falar em incêndio” como causa do problema (Imagem: Andressa Anholete/Agência Senado )

O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que as causas da falha técnica que deixou o espaço aéreo de São Paulo fechado na manhã desta quinta-feira (9) ainda são avaliadas.

Segundo informações preliminares, um incêndio teria ocorrido no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, que fica no aeroporto de Congonhas e pertence ao Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

De acordo com Faierstein, “há rumores, mas é prematuro falar em incêndio”.

Segundo o diretor-presidente da Anac, um princípio ou suspeita de incêndio pode provocar evacuação por razões de segurança, e ainda é cedo para afirmar o que ocorreu.

Faierstein afirmou que não existe risco de nova interrupção nas operações nos aeroportos e que a situação está sendo normalizada a partir de agora.

“Não existe risco de uma nova interrupção no espaço aéreo de São Paulo. O fato de ter sido reaberto mostra que a situação foi normalizada. O que acontece agora é a normalização da fila de aeronaves no chão”, afirmou.

Interrupções no espaço aéreo da região metropolitana de São Paulo tendem a provocar efeito cascata, com atrasos e cancelamentos em aeroportos de outras regiões, especialmente em voos que dependem de conexão na capital paulista, dada a relevância do terminal na malha nacional.

Efeito cascata

Uma falha elétrica no controle de tráfego aéreo fechou o espaço aéreo de São Paulo na manhã desta quinta-feira e impactou pousos e decolagens nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, que estão entre os cinco maiores do país.

Mais de 80 voos já sofrem os impactos da pane nos dois principais terminais paulistas, enquanto outras cidades do país sentem os reflexos porque recebem voos desviados e acumulam passageiros à espera dos aviões, que não chegam.

Até as 11h20, Congonhas tinha ao menos 71 voos afetados. Entre as decolagens, havia 23 partidas atrasadas e 11 canceladas. Já entre os pousos, eram 34 atrasados e 3 cancelamentos.

No caso de Guarulhos, também até as 11h20, pelo menos 11 voos foram impactados. Entre as saídas, duas atrasaram e uma foi cancelada. No caso de pousos, eram quatro atrasos e quatro cancelamentos.

Pane técnico-operacional

Segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), um problema “técnico-operacional” interrompeu a operação das 9h30 às 10h06 (horário de Brasília) — por 36 minutos — na região.

Ministério de Portos e Aeroportos disse, em nota, que, ao lado da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e as concessionárias dos aeroportos de Guarulhos (GRU Airport) e Congonhas (AENA), trabalha “para identificar os possíveis impactos na malha aérea por conta da intercorrência” (leia abaixo).

A concessionária Aena, responsável pelo aeroporto de Congonhas, na capital paulista, afirmou, porém, que as operações de pousos e decolagens ficaram suspensas de 8h58 às 10h09 — por uma hora e 11 minutos.

A concessionária afirmou ainda que está “tomando todas as medidas para mitigar os impactos em Congonhas” e recomendou que todos os passageiros com voos marcados para esta quinta-feira entrem em contato com as companhias aéreas para confirmar a situação dos seus voos.

Já a GRU Airport, responsável pelo aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, afirmou que, pouco antes das 10h30, os pousos e decolagens estavam sendo retomados parcialmente. A concessionária afirmou, em nota, que a paralisação “não tem relação com nenhuma ocorrência neste aeroporto” (leia abaixo).

Em nota, a FAB informou que as atividades já foram restabelecidas e que o problema técnico será apurado pelo Decea.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou em nota que acionou um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise e que acompanha os “impactos da paralisação e a evolução do cenário”.

Nesta manhã, a agência afirmou que buscava entender o número das empresas aéreas e rotas afetadas e a estimativa do potencial de passageiros impactados.

*Estadão Conteúdo