Quarta-Feira, 18 de fevereiro de 2026
Quarta-Feira, 18 de fevereiro de 2026
Banco Peno e Pleno DTVM faziam parte do conglomerado do Master, mas foram vendidas no ano passado. Instituições tiveram liquidação extrajudicial decretada nesta quarta pelo BC. Informações sobre pagamento da garantia estão no site do FGC.
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou nesta quarta-feira (18) que o Banco Pleno tem uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, que somam R$ 4,9 bilhões.
O Banco Pleno teve sua liquidação extrajudicial decretada nesta quarta pelo Banco Central. O BC também estendeu esse regime à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
As instituições faziam parte do grupo do Banco Master, mas foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Segundo o FGC, o Banco Pleno não faz mais parte do conglomerado Master, assim o liquidante irá apurar a garantia até o limite da regulamentação.
"Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado", acrescentou o fundo.
O conglomerado tinha uma participação pequena no sistema financeiro brasileiro. Dados do Banco Central indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, isto é, R$ 18,07 trilhões. Portanto, controlava o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.
De acordo com o Fundo Garantidor de Crédito, informações completas sobre o pagamento da garantia ordinária, limitada a R$ 250 mil, estão disponíveis em seu site.
Segundo o Banco Central, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldade para pagar suas obrigações no dia a dia.
O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.
"A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil."
O BC informou que seguirá apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades, conforme prevê a lei.
Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis, como determina a legislação.
*G1/Brasília