Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Projeções fazem parte do boletim 'Focus', divulgado nesta segunda pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana.
Os economistas do mercado financeiro reduziram de 4,02% para 4% sua estimativa de inflação para o ano de 2026.
A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
Após a taxa básica da economia ter fechado 2025 em 15% ao ano — o maior nível em quase 20 anos — na tentativa de conter a inflação, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano.
Para o crescimento do PIB de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025.
O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE.
Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,80%.
O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima.
Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos projetam que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50.
Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,51.
▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.
*G1/Brasília