Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Kim foi absolvida de outras duas acusações: manipulação de ações e violação da lei de financiamento público. A defesa da ex-primeira-dama afirmou que irá recorrer da decisão.
A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, foi condenada, nesta quarta-feira (28), por aceitar subornos. O tribunal atribuiu a ela uma pena de um ano e oito meses.
Kim foi absolvida de outras duas acusações: manipulação de ações e violação da lei de financiamento público.
A defesa de Kim afirmou que vai recorrer da decisão.
A ex-primeira-dama foi presa em agosto de 2025 acusada de fraude no mercado financeiro, suborno e tráfico de influência. Ela é casada com o ex-presidente Yoon Suk Yeol, que está preso desde julho do mesmo ano.
Com a prisão, Kim tornou-se a primeira esposa de um presidente ou ex-presidente a ser detida na Coreia do Sul. Yoon, seu marido, sofreu impeachment após tentar um autogolpe ao decretar lei marcial em dezembro de 2024.
Em janeiro deste ano, Yoon foi condenada a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da justiça.
O ex-presidente foi considerado culpado por não seguir o devido processo legal antes de declarar a lei marcial e por outros crimes relacionados à obstrução de Justiça. São eles:
Agora, o ex-presidente ainda enfrenta mais sete processos separados, e um deles, que julga insurreição, pode resultar em pena de morte.
A defesa de Yoon, que já está preso desde julho de 2025, afirmou que irá recorrer da decisão.
Especialista em artes visuais e responsável pela criação e gestão de uma agência de curadoria bem-sucedida, Kim esteve no centro de uma série de escândalos tanto antes quanto depois da eleição de seu marido, em 2022. As polêmicas, em vários momentos, chegaram a eclipsar a já conturbada presidência de Yoon.
Suas aparições públicas, marcadas por escolhas de vestuário que chamaram atenção, e sua atuação nos bastidores do poder — incluindo a defesa da proibição do consumo de carne de cachorro — contribuíram para sua imagem controversa em um país onde se espera que a primeira-dama adote um perfil reservado.
*G1/São Paulo