Terça-Feira, 05 de maio de 2026
Terça-Feira, 05 de maio de 2026
Lançado nesta semana, o programa de renegociação é voltado a endividados com o sistema bancário que tem renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.
Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas (Imagem: Jornal Nacional/ Reprodução)
A Serasa Experian informou nesta terça-feira (5) que 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira.
A empresa de proteção ao crédito informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados nas instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.
Segundo o Serasa, 21% das dívidas estão relacionadas com contas básicas, como contas de água, luz e gás. Outros 11,5% do endividamento são com o setor de serviços.
De acordo com a empresa:
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Mapa da inadimplência do Serasa — Foto: Reprodução
"O programa Desenrola gera um alivio temporário, que é importante que aconteça para que as pessoas possam buscar educação financeira e a melhor opção de crédito. Mas não pode se encerrar ali, tem que ter um movimento em torno da educação financeira para que isso não seja temporário", avaliou Fernando Gambaro, Gerente de Comunicação da Serasa.
Levantamento do Serasa em abril com 1.904 pessoas de todo Brasil mostrou que:
Lançado nesta semana, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que tem renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.
Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
A dívida renegociada terá:
Também será permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas
Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas.
As instituições também ajustam seus sistemas para viabilizar a implementação.
O programa tem o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim desta segunda-feira (4) — e, com isso, já passou a valer.
Até então, os bancos procurados pelo g1 não tinham data definida para o início das operações e aguardavam o detalhamento para adaptar seus processos.
O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.
*G1/Brasília