Aguarde. Carregando informações.
MENU

Sábado, 14 de março de 2026

Educação

Ministério da Educação amplia quadro de professores de universidades federais

Portaria do MEC, publicada na segunda (29), redistribui 1.453 cargos docentes entre universidades federais, o que permitirá contratação imediata. Desde 2023, foram criadas 9.506 vagas para professores e técnicos

Ministério da Educação amplia quadro de professores de universidades federais

(Imagem: Mariana Leal/MEC)

O Ministério da Educação (MEC) publicou, na segunda-feira, 29 de dezembro, a Portaria nº 926/2025, que dispõe sobre a redistribuição de cargos e vagas da carreira de docente do magistério superior e do ensino básico, técnico e tecnológico (EBTT) entre o ministério e as instituições federais de ensino superior (Ifes). Ao todo, estão sendo enviados 1.453 cargos do MEC para as Ifes: 1.314 do magistério superior e 139 cargos de EBTT. Além disso, a norma prevê o remanejamento de 51 cargos EBTT das universidades federais para a pasta.

Os cargos redistribuídos abrangem dezenas de universidades federais em todas as regiões do país, fortalecendo o ensino, a pesquisa e a extensão nas instituições, e permitem a contratação imediata de docentes. Parte dessas vagas são oriundas dos antigos quadros, que estão sendo otimizados, e parte foram criadas pela atual gestão.

A Portaria Conjunta MGI/MEC nº 29/2023 criou 2.601 novos cargos voltados às universidades federais. No ano seguinte, a Portaria Conjunta MGI/MEC nº 8/2024 reforçou o corpo técnico das universidades, com a criação de 417 novos cargos. Já em outubro de 2025, a Portaria Conjunta MGI/MEC nº 70/2025 ampliou o quadro de professores e técnicos-administrativos das universidades federais com a criação de 6.488 novos cargos.

Ao todo, desde 2023, foram 9.506 novas vagas para professores e técnicos em universidades federais. A última grande ampliação desses cargos ocorreu há mais de 11 anos, em 2014. A medida tem permitido a retomada de concursos públicos nas universidades, o que não ocorria desde 2017.

Estamos investindo na consolidação da infraestrutura das universidades federais, na construção de novos campi, na ampliação de cargos de direção e em mais contratação de professores e técnicos.” Camilo Santana, ministro da Educação 

“Estamos investindo na consolidação da infraestrutura das universidades federais, na construção de novos campi, na ampliação de cargos de direção e em mais contratação de professores e técnicos”, afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana. Segundo ele, essas ações demonstram o compromisso do Governo do Brasil com as instituições federais de ensino e atendem a uma demanda antiga dos reitores e reitoras.

Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, “a iniciativa contribui para o equilíbrio do quadro docente no sistema federal de ensino, garantindo a oferta de mais cursos de graduação, ampliando o número de vagas para ingresso na educação superior e proporcionando um melhor atendimento às demandas acadêmicas das universidades”.

Além disso, a distribuição das vagas busca dar continuidade ao processo de implantação de novos campi criados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). As vagas vão garantir, entre outros, a oferta de cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem), além de formações na área de inteligência artificial, abertos em 2025.

Gestão  Neste ano, por meio da Lei nº 15.141/2025, o Governo do Brasil também criou 6.792 cargos de direção (CD), funções gratificadas (FG) e funções de coordenação de curso (FCC) para as universidades federais. Desse total, 2.679 cargos já foram redistribuídos e os demais serão alocados em 2026. Com os novos cargos, as universidades estão criando pró-reitorias de assuntos estudantis; de ações afirmativas e equidade; de inovação; de cultura; de extensão, entre outras, potencializando a gestão administrativa e o atendimento aos estudantes. A última criação de cargos e funções equivalente havia ocorrido em 2012.

Orçamento – Desde o início dessa gestão, o MEC operou uma recomposição expressiva dos investimentos na educação superior. ⁠Em 2023, o governo destinou R$ 1,7 bilhão em suplementação exclusivamente para as universidades federais, valor que chega a R$ 2,2 bilhões somado aos repasses para os institutos federais.

⁠Em 2024, foi realizada nova suplementação de R$ 734,2 milhões para as universidades federais, com o objetivo de recompor a Lei Orçamentária Anual (LOA), que havia sofrido cortes no Congresso Nacional, além de corrigir a inflação. Considerando também os institutos, o valor total suplementado chegou a R$ 987,7 milhões.

Para 2025, a União destinou R$ 400 milhões em suplementação para universidades e institutos federais, também para recompor a LOA aprovada pelo Congresso. Desse montante, R$ 279,8 milhões foram repassados exclusivamente para as universidades federais.

*Ascom MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior