Sábado, 28 de março de 2026
Sábado, 28 de março de 2026
Treinador evidencia status de intocável do brasileiro mesmo diante de atuação ruim, o defende em coletiva e manda mensagem com afagos simbólicos
Camisa 10, faixa de capitão e uma expectativa de protagonismo frustrada. Se Brasil x França previa um duelo entre Vini Júnior e Mbappé, ficou a sensação de decepção com a atuação do principal jogador brasileiro e, por outro lado, a certeza de que Carlo Ancelotti não largará sua mão.
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Vini Jr. com a camisa 10 e faixa de capitão do Brasil — Foto: Jonathan Guimarães / One9content
A relação de confiança e cumplicidade entre jogador e treinador é fundamental para qualquer análise do que vem pela frente. Vini é a aposta de Carleto para ser o principal jogador do Brasil na Copa do Mundo, e os sinais apresentados em Boston contrastam com o que o atacante não conseguiu demonstrar em campo.
A camisa 10 às costas em tom definitivo para a Copa do Mundo e a faixa de capitão na saída de Casemiro são simbólicos em um jogo onde o treinador mexeu em todo mundo do meio para frente, menos em Vini. Mesmo em uma de suas piores atuações com a camisa da Seleção - desde a chegada do italiano certamente -, Carleto seguiu de mãos dadas até o apito final.
- Vini é perigoso, pode não ter marcado, mas um atacante sempre pode marcar - justificou em entrevista coletiva.
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Vini Jr. em Brasil x França — Foto: Jonathan Guimarães / One9content
A atuação do novo 10, por sua vez, foi marcada por raros momentos de autoridade e erros que vão além do normal. Por mais que a insistência seja uma das principais virtudes do Vini The Best do Real Madrid, a sensação é de que até ele preferiu fazer o simples na reta final de um jogo onde nada deu certo.
Os números ajudam a quantificar a tarde ruim em Massachussetts. Foram 18 posses de bolas perdidas, apenas dois dribles certos em seis tentativas, dois domínios errados e quase 30% de erros de passes (22/28). Números que desalinham a relação expectativa e realidade do torcedor para seu principal jogador.
Ainda assim, Vini teve chance de dar razão às palavras de Ancelotti no último lance do jogo. O passe de Bremer passou por Igor Thiago e se apresentou para o camisa 10 já na pequena área. A escolha pela perna direita foi equivocada e a chance de empate saiu pela linha de fundo.
Com oito gols e seis assistências em 46 jogos com a camisa da Seleção, Vini já admitiu durante o ciclo para a Copa do Mundo o incômodo com a performance abaixo do que faz no Real Madrid. Com Ancelotti, porém, parecia mudar.
Terça-feira, diante da Croácia, haverá mais uma chance de exercer o protagonismo que lhe cabe. Se a última impressão é a que fica, será contra o algoz da Copa do Catar a possibilidade de alimentar novos sonhos para o Mundial que se aproxima.
*GE