Segunda-Feira, 23 de março de 2026
Segunda-Feira, 23 de março de 2026
Após acidente, Aeroporto LaGuardia paralisou as atividades nesta segunda-feira (23).
Um avião da Air Canada Express colidiu na noite de domingo (22) com um caminhão de bombeiros na pista do aeroporto LaGuardia, em Nova York, nos Estados Unidos. A batida deixou dois mortos — o piloto e o co-piloto da aeronave —, além de 41 feridos, entre eles os dois funcionários que estavam no caminhão.
A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu uma ordem de interrupção de solo para todos os aviões no aeroporto, que cancelou as operações. A previsão é que o aeroporto, o terceiro maior de Nova York, fique fechado até o fim da tarde desta segunda (23).
O site do LaGuardia mostrou que os aviões que chegavam foram desviados para outros aeroportos ou retornaram ao ponto de origem.
A batida ocorreu por volta das 23h40, quando o veículo, pertencente à autoridade portuária do aeroporto LaGuardia, pediu permissão para cruzar a pista. Um áudio da torre de comando, divulgado pelo site de monitoramento Live ATC,
Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver o nariz da aeronave levantado e danificado. Segundo o FlightRadar24, os passageiros já teriam desembarcado quando o acidente ocorreu.
A aeronave CRJ-900 atingiu o veículo a uma velocidade de cerca de 39 km/h, informou o Flightradar24. O voo partiu do Aeroporto Internacional Montréal-Pierre Elliott Trudeau, o principal aeroporto que atende Montreal, no Canadá.
O jato era operado pela Jazz Aviation, parceira regional da Air Canada. Segundo nota divulgada pela operadora, a aeronave transportava 72 passageiros e quatro tripulantes.
Apesar de não haver confirmação da ligação entre a falta de pessoal e o acidente envolvendo a aeronave CRJ-900, os aeroportos dos Estados Unidos sofrem há meses com número reduzido de funcionários.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (22) que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) vão atuar em aeroportos do país a partir desta segunda-feira (23) para ajudar funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA).
Trump já havia feito essa ameaça no sábado, caso senadores democratas não aprovem o projeto de orçamento do Departamento de Segurança Interna.
“Na segunda-feira, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que permaneceram no trabalho”, disse ele em uma publicação no Truth Social no domingo.
Com isso, as verbas para o Departamento de Segurança Interna estão congeladas, e muitos funcionários de segurança aeroportuária pararam de trabalhar porque não estão recebendo salários. A paralisação gerou grandes filas nos principais aeroportos dos Estados Unidos neste sábado.
Os democratas exigem uma série de mudanças políticas dentro do projeto de orçamento do ICE, entre elas:
"O povo americano já não aguenta mais essa agência descontrolada. Precisamos controlá-la. E estamos negociando agora como fazer isso", disse a senadora Patty Murray, principal democrata na Comissão de Orçamento do Senado.
O governo Trump afirma já ter concordado com diversas mudanças, incluindo:
Os republicanos também observam que Trump demitiu a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e colocou Tom Homan no comando das operações em Minneapolis. As mudanças, segundo eles, demonstram a intenção do governo de promover mudanças nas operações do ICE.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, de Nova York, disse que apresentaria uma medida alternativa ainda neste sábado para financiar apenas a Administração de Segurança de Transporte (TSA), que inspeciona passageiros e bagagens em busca de itens perigosos.
Nos bastidores, os esforços para resolver o impasse se intensificaram na sexta-feira. O responsável pelo patrulhamento das fronteiras, também conhecido como "czar da fronteira", Tom Homan, reuniu-se pelo segundo dia consecutivo com um grupo bipartidário de senadores.
O líder da maioria no Senado, John Thune, republicano da Dakota do Sul, disse que vê “espaço para um acordo”.
O Congresso deve entrar em um recesso prolongado no fim de março por conta da pausa de duas semanas de primavera. Thune ameaçou manter os senadores em Washington caso o impasse não seja resolvido. “Não consigo imaginar que entremos em recesso se o governo continuar paralisado”, disse Thune.