Quarta-Feira, 18 de março de 2026
Quarta-Feira, 18 de março de 2026
Na terça, o presidente do Equador, Daniel Noboa, negou ter bombardeado alvos na Colômbia. A declaração veio após o presidente colombiano, Gustavo Petro, acusar o governo equatoriano de lançar ataques contra o país.
Após acusar o Equador de bombardear o território colombiano próximo à fronteira na segunda (16), Gustavo Petro voltou a comentar o assunto, desta vez nas redes sociais, nesta quarta-feira (18). Segundo o presidente da Colômbia, foi confirmado que a bomba encontrada em território colombiano pertence ao exército equatoriano.
Petro também afirmou que a investigação está em curso e que vai publicar uma nota de repúdio diplomática. Pelo menos 27 corpos foram encontrados carbonizados na comunidade de El Amarradero, na Colômbia, perto da fronteira com o Equador.
Na terça (17), o presidente do Equador, Daniel Noboa, negou ter bombardeado alvos na Colômbia. Ele disse ainda que os bombardeios não vinham de grupos ilegais.
"Pedi que liguem para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em uma guerra", disse. O presidente equatoriano afirmou que o país realiza ataques, mas dentro do próprio território.
As imagens mostram fragmentos de bombas com dizeres em inglês, no departamento de Narino, a perto da fronteira que separa os dois países.
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Fragmento que governo da Colômbia diz ser de bomba que atingiu território colombiano em 16 de março de 2026. Presidente colombiano acusou Equador por ataques. — Foto: Wilmar Garzón Melendes/ AFP
Segundo Petro, bombas caíram perto de casas de famílias "que decidiram pacificamente substituir seus cultivos de folha de coca por cultivos legais", como café e cacau. O líder colombiano publicou uma foto dos chocolates produzidos por elas.
Ainda não está claro quando o bombardeio aconteceu nem as identidades dos corpos encontrados.
O bombardeio ocorreu um dia após o governo Noboa lançar uma ampla ofensiva, com a ajuda dos EUA, para combater cartéis de drogas equatorianos, com ataques coordenados por terra, ar e mar.
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Tensões entre Colômbia e Equador — Foto: Alberto Correa/Arte g1
A fala de Petro acusando o Equador ocorreu durante uma reunião gravada com ministros sobre a reforma agrária.
"Estão nos bombardeando a partir do Equador e não são os grupos armados ilegais", afirmou durante a reunião, que foi exibida na televisão.
Petro acrescentou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "atue" diante do suposto bombardeio.
"Pedi que ligue para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em uma guerra", acrescentou, sem revelar a data em que fez a solicitação.
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Gustavo Petro — Foto: REUTERS/Luisa Gonzalez
Colômbia e Equador travam uma guerra comercial desde fevereiro, quando o equatoriano Daniel Noboa impôs tarifas ao país vizinho ao reclamar de Petro por supostamente não adotar esforços suficientes no combate ao narcotráfico na fronteira.
Petro respondeu com a mesma medida e, apesar dos esforços diplomáticos, a crise continua.
As forças equatorianas deram início no domingo (15) a uma ofensiva de combate às drogas de duas semanas com apoio dos Estados Unidos. O país mobilizou 75 mil militares e impôs um rígido toque de recolher em algumas regiões do país.
Noboa é muito próximo a Washington e seu país integra o chamado "Escudo das Américas", uma aliança de 17 países do continente criada recentemente para enfrentar ameaças à segurança.
A Colômbia não faz parte do acordo anunciado por Trump - que é um desafeto de Petro. Os dois, no entanto, estabeleceram uma trégua após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro. O encontro ocorreu após meses de trocas públicas de acusações, ameaças e insultos.
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386 O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, posam para uma foto de família durante a Cúpula "Escudo das Américas" em Miami. — Foto: EUTERS/Kevin Lamarque
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