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Domingo, 11 de janeiro de 2026

Internacional

Crise Política: Mortes, prisões de manifestantes e apagão digital ampliam crise no Irã

Manifestantes relatam pilhas de corpos vistas em hospitais, enquanto o regime sinaliza que pode aumentar a repressão aos protestos

Crise Política: Mortes, prisões de manifestantes e apagão digital ampliam crise no Irã

(Imagem: Reprodução CNN)

O Irã enfrenta sua maior crise interna em anos, com protestos contra o regime se espalhando por todas as 31 províncias do país, enquanto o governo mantém um apagão digital há mais de dois dias. Grupos de direitos humanos afirmam que dezenas de pessoas foram mortas durante as manifestações e que milhares já foram detidos.

A situação se agrava com relatos de manifestantes sobre pilhas de corpos vistas em hospitais, enquanto o regime sinaliza que pode aumentar a repressão aos protestos. Em Mashad, cidade natal do líder supremo Ali Khamenei, manifestantes derrubaram a bandeira da República Islâmica e a rasgaram em pedaços, em um claro desafio às autoridades.

O regime desligou as comunicações, e cresce o temor de que este apagão digital esteja sendo usado para desencadear uma repressão ainda mais brutal contra os manifestantes. A interrupção da internet dificulta tanto a organização dos protestos quanto a divulgação de informações sobre a real situação no país para o mundo exterior.

Pedidos pela volta da monarquia

Um elemento novo nesta onda de protestos são os gritos pedindo a volta da monarquia, algo que não havia sido ouvido em manifestações anteriores. Alguns manifestantes parecem atender aos apelos de Reza Pallav, filho mais velho do último xá do Irã, que vive exilado nos Estados Unidos desde a Revolução Islâmica de 1979.

Em artigo publicado no Washington Post, Pallav disse não ver os manifestantes entoando seu nome como uma reivindicação de poder. Ele se apresenta como um possível líder de transição que ajudaria a conduzir o país da tirania à democracia. No entanto, é uma figura divisiva, embora tenha o apoio de muitos monarquistas iranianos nostálgicos dos tempos do xá, não está claro quanto apoio ele realmente tem dentro do país.

Muitos iranianos argumentam que Pallav, que não pisa no Irã há décadas, estaria desconectado do povo que tem estado na linha de frente da luta por liberdade e democracia. Enquanto isso, a comunidade internacional observa com preocupação o desenrolar dos eventos, temendo que a repressão possa se intensificar ainda mais nos próximos dias.

*CNN Brasil