Quarta-Feira, 25 de março de 2026
Quarta-Feira, 25 de março de 2026
Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que os dois países "minaram direito internacional, desestabilizaram o Oriente Médio e reacenderam conflitos no Iraque e no Líbano"
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou as ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã durante um discurso no Congresso espanhol nesta quarta-feira (25), descrevendo os ataques como parte de uma “guerra injusta e ilegal”.
Sánchez afirmou que os EUA e Israel “minaram o direito internacional, desestabilizaram o Oriente Médio e reacenderam conflitos no Iraque e no Líbano”.
O líder espanhol argumentou ainda que Washington e Israel “trouxeram insegurança aos países do Golfo”, que, segundo ele, se tornaram vulneráveis rapidamente devido às escolhas feitas pelo presidente americano, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Pedro Sánchez também acusou os Estados Unidos e Israel de fortalecerem a posição do presidente russo, Vladimir Putin, em sua invasão em larga escala da Ucrânia, explicando que a Rússia está se beneficiando financeiramente “graças ao aumento dos preços dos combustíveis e à suspensão das sanções, também promovida pelo governo dos EUA”.
Madri se manteve firme na sua oposição aos EUA e a Israel ao longo do conflito, negando a Washington o uso da sua base naval de Rota e da base aérea de Morón, ambas localizadas na Andaluzia, o que levou Trump a declarar que a Espanha “não tem uma grande liderança” e a exigir que Washington “cortasse todo o comércio com a Espanha”.
Mas as críticas do líder americano pouco fizeram para dissuadir Sánchez dos seus princípios.
“Ser um aliado ou um amigo significa lealdade aos princípios que partilhamos”, disse Sánchez aos parlamentares no seu discurso. “Significa ter a coragem de se manter firme quando o caminho está errado.”
*CNN