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Quinta-Feira, 30 de abril de 2026

Internacional

EUA buscam formar 'coalizão da liberdade marítima' para Estreito de Ormuz

Mecanismo criado pelo governo Trump atuaria no pós-guerra, segundo Reuters. Irã fechou Ormuz no início da guerra contra os EUA, e governo Trump planeja manter bloqueio próprio da via marítima por 'vários meses'.

EUA buscam formar 'coalizão da liberdade marítima' para Estreito de Ormuz

Trump recebe astronautas da Artemis II no Salão Oval da Casa Branca. (Imagem: REUTERS/Evelyn Hockstein)

O governo Trump está buscando a participação de outros países para formar uma coalizão internacional a fim de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Reuters.

   

Um telegrama do Departamento de Estado norte-americano visto pela Reuters documentou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, aprovou a criação do Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC, na sigla em inglês) no dia 28 de abril e o descreve como uma iniciativa conjunta do órgão com o Pentágono.

“O MFC constitui um primeiro passo crítico na criação de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio. Esse modelo é essencial para garantir a segurança energética de longo prazo, proteger infraestruturas marítimas críticas e manter os direitos e liberdades de navegação em rotas marítimas vitais”, diz o documento.
 

Segundo o texto, o Departamento de Estado funcionaria como um centro diplomático entre países parceiros e a indústria de navegação, enquanto o Pentágono, via Centcom, coordenaria o tráfego marítimo em tempo real e se comunicaria diretamente com embarcações que transitam pelo estreito.

Segundo o documento, as embaixadas norte-americanas devem apresentar a proposta verbalmente aos "países parceiros" dos EUA até 1º de maio, porém Rússia, China, Belarus, Cuba e “outros adversários dos EUA” não devem ser incluídos na iniciativa.

Ainda de acordo com o documento, a participação na coalizão marítima pode ocorrer na forma de diplomacia, compartilhamento de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outras formas de apoio.

“O MFC é distinto da campanha de Pressão Máxima do presidente e das negociações em andamento", afirmou o documento.
 

O estreito no Oriente Médio, vital para a economia mundial, foi fechado pelo Irã em 28 de fevereiro, no início da guerra contra os EUA e Israel. Em resposta, a Marinha dos EUA faz, desde 13 de abril, seu próprio bloqueio marítimo na região para forçar o regime iraniano a negociar o fim do conflito em termos mais favoráveis a Washington

O governo Trump planeja manter o bloqueio naval em Ormuz por "vários meses" para pressionar economicamente o Irã, segundo a agência de notícias AFP.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira que o bloqueio naval dos EUA em Ormuz está "condenado ao fracasso". O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta que o Irã manterá o controle sobre Ormuz e que o Golfo Pérsico terá um "futuro brilhante" sem a presença dos norte-americanos.

Apesar do bloqueio contra Teerã, os dois países estão em um impasse em meio às negociações, e o regime iraniano enviou aos EUA uma proposta que não agradou Trump e foi rejeitada na quarta-feira. Por isso, o líder norte-americano está avaliando mudar o cenário atual com possíveis novos bombardeios contra o Irã ou até uma declaração de vitória no conflito.

Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026 — Foto: Reuters

Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026 — Foto: Reuters

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