Sexta-Feira, 06 de fevereiro de 2026
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Encontro em Omã ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Trump diz preferir diplomacia, mas não descarta opção militar.
Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos EUA, Donald Trump (Imagem: WANA (West Asia News Agency) via Reuters; Nathan Howard/Reuters)
Irã e Estados Unidos se reúnem nesta sexta-feira (6), em Omã, para discutir um possível acordo sobre o programa nuclear iraniano, em meio a uma recente troca de ameaças militares entre os dois países.
Pouco antes do encontro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país "entra na diplomacia com olhos abertos e uma memória firme do ano passado".
"Os compromissos precisam ser honrados. Igualdade de posição, respeito mútuo e interesse mútuo não são retórica — eles são uma necessidade e os pilares de um acordo duradouro", afirmou.
▶️ Contexto: O encontro ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e do envio de reforços militares americanos para a região. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou preferir a via diplomática, mas disse que pode optar por uma ação militar caso não haja acordo.
O governo iraniano afirma que o programa nuclear tem fins pacíficos. Por outro lado, Estados Unidos e Israel acusam o país quer desenvolver armas nucleares.
Araqchi viajou para Omã na quinta-feira (5). Segundo o governo iraniano, o país participará das negociações com o objetivo de alcançar um entendimento “justo, mutuamente aceitável e digno” sobre a questão nuclear.
Araqchi deve se reunir em Mascate com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e com Jared Kushner, genro e assessor do presidente norte-americano.
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Os porta-aviões USS Abraham Lincoln e um B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos realizaram manobras conjuntas em junho de 2019 — Foto: Brian M. Wilbur/Forças Armadas dos EUA
Os EUA enviaram soldados, um porta-aviões, navios de guerra, aviões de combate, aeronaves de vigilância e aviões-tanque para o Oriente Médio para pressionar o Irã. Trump afirmou que “coisas ruins” provavelmente acontecerão se não houver acordo.
Na véspera do encontro, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o Irã deve lembrar que Trump, como comandante das Forças Armadas, dispõe de alternativas além da diplomacia.
Ao mesmo tempo, a TV estatal iraniana informou que um dos mísseis balísticos de longo alcance mais avançados do país, o Khorramshahr 4, foi posicionado em uma base subterrânea da Guarda Revolucionária.
As ameaças de Trump e as promessas iranianas de contra-ataque levaram governos da região a tentar reduzir a tensão.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou trabalhar para evitar que o confronto se transforme em um novo conflito no Oriente Médio. Países árabes do Golfo temem que bases americanas em seus territórios se tornem alvos em caso de ataque ao Irã.
Além disso, o chanceler alemão, Friedrich Merz, disse haver “grande preocupação” com uma possível escalada e pediu que o Irã ajude a trazer estabilidade à região.
Já a China declarou apoio ao direito iraniano ao uso pacífico da energia nuclear e criticou ameaças de força e sanções.
*G1