Sexta-Feira, 17 de abril de 2026
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Ofensiva do dia 8 de abril foi a maior contra o país desde o início da guerra e deixou mais de 300 mortos
O Líbano pediu que seu representante permanente na ONU apresente uma “queixa urgente” sobre os ataques israelenses realizados em 8 de abril, que mataram mais de 300 pessoas em todo o país, informou o Ministério das Relações Exteriores libanês em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (15).
Naquele dia, Israel realizou o que classificou como o maior ataque coordenado no Líbano desde o início das ofensivas em março.
“Esses ataques atingiram áreas residenciais densamente povoadas durante o horário de pico e sem aviso prévio, resultando em destruição generalizada e centenas de vítimas, a maioria civis desarmados”, afirmou hoje o Ministério das Relações Exteriores do Líbano.
Mais de 300 pessoas morreram em decorrência dos ataques naquele dia, incluindo 30 crianças. O Ministério das Relações Exteriores libanês classificou os ataques como uma “violação flagrante” do direito internacional.
O exército israelense afirmou na semana passada que “a maior parte da infraestrutura atingida estava localizada no coração da população civil, como parte da exploração cínica de civis libaneses pelo Hezbollah, que os utiliza como escudos humanos para proteger suas operações”. Não foram apresentadas provas para essa alegação.
Os ataques israelenses ao Líbano mataram pelo menos 2.124 pessoas desde 2 de março, informou ontem o Ministério da Saúde libanês. Entre as vítimas estão pelo menos 168 crianças e pelo menos 88 profissionais de saúde, segundo o ministério.
*CNN