Segunda-Feira, 19 de janeiro de 2026
Segunda-Feira, 19 de janeiro de 2026
Jens-Frederik Nielsen afirmou que continuará buscando o diálogo após as ameaças de Donald Trump e anexar a ilha ártica
Bandeira da Groenlândia em Copenhagen, na Dinamarca (Imagem: Ritzau Scanpix/Ida Marie Odgaard via REUTERS)
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou na segunda-feira (19) que a Groenlândia não se deixará pressionar e que continuará buscando o diálogo após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha ártica aos Estados Unidos.
Trump intensificou sua pressão para tomar a soberania da Groenlândia da Dinamarca, integrante da Otan, ameaçando com tarifas punitivas os países que se opõem a ele, o que levou a União Europeia a considerar retaliar com suas próprias medidas.
“Não nos deixaremos pressionar. Mantemo-nos firmes no diálogo, no respeito e no direito internacional”, disse Nielsen em uma publicação no Facebook em resposta às últimas ameaças de tarifas de Trump.
"Ao mesmo tempo, temos recebido apoio de outros países e líderes. Isso significa algo. Não como interferência, mas como um claro reconhecimento de que a Groenlândia é uma sociedade democrática com o direito de tomar suas próprias decisões", acrescentou.
Em sua publicação, ele também mencionou os grandes protestos de sábado (17) em Copenhague e Nuuk, que, segundo ele, demonstraram “uma união forte e digna”.
"Muitas pessoas expressaram pacificamente o amor pelo nosso país e o respeito pela nossa democracia. Sou muito grato por isso", disse ele.
*Reuters