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Domingo, 08 de fevereiro de 2026

Internacional

Presidente Trump planeja primeira reunião do Conselho da Paz para 19 de fevereiro

Encontro deve visar arrecadação de fundos e será realizado em sede de instituto que Trump renomeou em homenagem a si

Presidente Trump planeja primeira reunião do Conselho da Paz para 19 de fevereiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em apresentação sobre o Conselho da Paz (Imagem: Mandel Ngan/AFP/Getty Images via CNN Newsourc)

O governo dos Estados Unidos planeja realizar a primeira reunião do Conselho da Paz em 19 de fevereiro, em Washington, disseram sob reserva uma autoridade americana e um diplomata de um país convidado.

O encontro está previsto para acontecer no Instituto da Paz dos EUA — que o presidente americano, Donald Trump, renomeou em sua própria homenagem (Instituto da Paz Donald J. Trump).

O conselho, presidido por Trump, foi inicialmente concebido como um órgão limitado, encarregado de supervisionar a reconstrução do território da Faixa de Gaza após a guerra entre Israel e o grupo radical islâmico Hamas.

No entanto, de acordo com a minuta da carta fundadora do grupo, a missão do conselho abrangeria conflitos em todo o mundo. A minuta, enviada juntamente com os convites para adesão, sequer menciona a Faixa de Gaza.

A autoridade americana que confirmou a reunião disse que o encontro deve ter como objetivo, em parte, arrecadar fundos, mas ressaltou que os detalhes ainda estão sendo definidos. A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um posicionamento oficial e aguada uma manifestação.

O encontro, noticiado em primeira mão pelo veículo jornalístico Axios, será a primeira vez em que o grupo se reúne desde a sua cerimônia de assinatura, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro. Cerca de duas dezenas de países já aderiram ao Conselho da Paz.

O grupo tem sido recebido com ceticismo entre países quanto ao seu mandato e questionamentos sobre se busca substituir a ONU (Organização das Nações Unidas).

A maioria dos aliados europeus dos EUA não concordou em aderir ao grupo. Israel não assinou formalmente a carta, apesar de ter aceitado o convite de Trump para ingressar na organização; o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já afirmou que seu país integraria o grupo.

Ainda não está claro quais países participarão da reunião de 19 de fevereiro, nem qual será o nível de suas representações.

*CNN