Sábado, 03 de janeiro de 2026
Sábado, 03 de janeiro de 2026
Relatos foram confirmados por jornalistas das agências Reuters e AFP. Ainda não se sabe o que motivou as explosões.
Uma série de explosões foi ouvida em Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado (3). Nas redes sociais, usuários também disseram ter ouvido barulho de aeronaves. Os relatos foram confirmados por jornalistas das agências de notícias AFP e Reuters.
Ainda não há informações oficiais sobre o que motivou as explosões. Segundo publicações nas redes sociais, os estrondos ocorreram por volta das 2h (3h, em Brasília).
Em uma rede social, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que a Venezuela está sendo alvo de um bombardeio com mísseis. No entanto, até a última atualização desta reportagem, o governo da Venezuela não havia se pronunciado. Não há informações sobre feridos.
Segundo a Reuters, uma testemunha afirmou que uma área que fica próxima da base aérea de La Carlota, no sul de Caracas, está sem energia elétrica. Colunas de fumaça também são vistas na capital venezuelana.
Já a Associated Press disse que ao menos sete explosões foram reportadas em Caracas. A agência disse também confirmou que aeronaves foram vistas sobrevoando a região. Pedestres que estavam nas ruas correram ao ouvir os barulhos.
Os episódios ocorrem em meio à escalada de tensões entre Venezuela e Estados Unidos. Na semana passada, o presidente Donald Trump afirmou que forças americanas realizaram o primeiro ataque em solo venezuelano para destruir um pequeno porto que, segundo ele, seria usado pelo narcotráfico.
De acordo com a imprensa americana, o ataque mencionado por Trump teria sido feito com drones e conduzido pela Agência Central de Inteligência (CIA).
Em novembro, a imprensa internacional informou que os Estados Unidos estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.
À época, duas autoridades americanas disseram à Reuters que operações encobertas provavelmente seriam a primeira etapa das novas ações para pressionar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
A pressão contra o regime venezuelano começou em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano. No mesmo mês, o governo americano enviou um forte aparato militar para o Mar do Caribe.
No início da operação, a Casa Branca afirmava que o reforço militar na região fazia parte de um esforço para combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final da ação seria derrubar o governo de Maduro.
Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder.
Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo.
Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA.
*G1