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Terça-Feira, 17 de março de 2026

Justiça

Mendonça cita conversa de presa em operação da PF sobre INSS: 'Bora comprar um jatinho?'

Decisão menciona mensagens sobre articulação entre investigados e possível compra de aeronave; caso envolve fraudes no instituto

Mendonça cita conversa de presa em operação da PF sobre INSS: 'Bora comprar um jatinho?'

Cecília Rodrigues propõe compra de jatinho em diálogo mencionado pelo ministro André Mendonça (Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Uma decisão do ministro André Mendonça traz novos elementos sobre a Operação Indébito (continuação da Sem Desconto), da Polícia Federal, voltada a um esquema nacional de fraudes em aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A investigação levou à prisão de Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Aapen (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e da AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil), além do empresário Natjo de Lima Pinheiro. Ambos foram detidos no Ceará.

Na decisão, Mendonça destaca mensagens usadas como indício de ligação entre os investigados e a relação com entidades investigadas no esquema de descontos indevidos em benefícios.

Um dos trechos aponta: “Nas mensagens trocadas com NATJO e transcritas na fl. 52 do eDoc. 1, fica demonstrado que CECÍLIA se reunia e falava com o investigado VIRGÍLIO para tratar de temas relacionados às associações envolvidas nos crimes.”

Outro diálogo chama atenção pelo conteúdo. Em mensagem enviada por Cecília a Mano Barreto, há referência a interesse na compra de uma aeronave.

“Deixa de fazer corpo mole. Vai atrás desse negócio, bora comprar um jatinho. O Natjo já vai comprar um jato. Vambora entrar na fila? Vamos ver se consegue aí o negócio, rapaz, pra gente?”, diz o trecho.

A reportagem tenta contato com a defesa dos envolvidos. O espaço segue aberto para manifestações.

Nomes citados

Os nomes citados, além de Cecília e Natjo, são de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e Francisco Assis Santos Mano Barreto.

Virgílio é ex-procurador-geral do INSS, preso em novembro de 2025 durante a Operação Sem Desconto, sob acusação de receber R$ 11,9 milhões em subornos ligados a descontos irregulares em aposentadorias. Mano Barreto ligado à área de ouvidoria, com registros de movimentações financeiras classificadas como suspeitas por órgãos de controle.

*R7/Brasília