Quinta-Feira, 12 de fevereiro de 2026
Quinta-Feira, 12 de fevereiro de 2026
Com decisão, ministro dobra a aposta na relatoria da investigação.
O ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no STF, determinou nesta quinta-feira (12) que a Polícia Federal (PF) envie os dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação.
A determinação ocorre após o diretor da PF, Andrei Rodrigues, entregar ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório sobre a perícia realizada nos celulares de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Na decisão, Toffoli coloca que a PF deve encaminhar, na íntegra, o conteúdo de todos os aparelhos e mídias apreendidas, os laudos periciais, incluindo dados telemáticos, informáticos e telefônicos.
Segundo as investigações, o nome de Toffoli foi citado em mensagens contidas no aparelho.
Ao enviar o documento ao Supremo, a PF citou o artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman) que trata de suspeição, o ato em que um juiz desiste de conduzir uma investigação por entender que há algum impedimento que ponha em jogo a sua imparcialidade.
Toffoli se tornou relator do caso em dezembro, quando após um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, o caso deixou de tramitar na Justiça Federal e foi enviado ao STF. Na época, uma citação nas investigações ao deputado federal João Carlos Bacelar (PL -BA) justificou a decisão. No entanto, segundo a PF, o parlamentar não é alvo nas investigações de fraudes financeiras.
Após este novo relatório da PF citando Toffoli, o gabinete do ministro emitiu uma nova nota na manhã desta quinta-feira, confirmando ser sócio da empresa que vendeu resort, mas negando qualquer amizade ou pagamento entre ele e Vorcaro.