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Quinta-Feira, 12 de fevereiro de 2026

Política

TSE rejeita recurso e mantém mandato do senador do PL Jorge Seif

Cassação havia sido rejeitada pelo TRE de Santa Catarina, mas adversários do senador entraram com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

TSE rejeita recurso e mantém mandato do senador do PL Jorge Seif

Jorge Seif, senador por Santa Catarina (Imagem: Agência Senado)

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, nesta quinta-feira (12) o pedido de cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL-SC).

O senador foi acusado de abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2022 (entenda mais abaixo).

Em seu voto, apresentado na última terça-feira (10), o relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, concluiu que não há provas suficientes das irregularidades.

"Não se pode concluir pela existência de abuso baseando-se em presunções", afirmou o ministro Floriano.

➡️Acompanharam o voto do relator nesta quinta os ministros: Estela Aranha, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira e Villas Bôas Cueva.

Durante seu voto, a presidente do Tribunal, ministra Cármen Lúcia afirmou que as provas apresentadas não são suficientes e irrefutáveis para provocar a perda de mandato.

"Como foi dito, desde o voto do ministro relator, há comprovação de fatos com provas indiciárias [relativo a indícios] do ocorrido. O que não há é prova cabal que possa levar a uma cassação de mandato neste caso", afirmou Cármen Lúcia.
 

O TSE julgou um recurso em uma ação de investigação eleitoral contra o parlamentar, que poderia provocar, além da perda do mandato, inelegibilidade por oito anos.

O caso

 

Os ministros analisaram um recurso da coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil) contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) que rejeitou a cassação.

Os adversários acusam Seif de ter realizado campanha eleitoral ao Senado favorecida por empresários e por um sindicato no estado, de forma não declarada à Justiça Eleitoral, para impulsionar a votação. O político sempre negou as acusações (leia manifestação abaixo).

Seif foi secretário de Aquicultura e Pesca do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e é empresário.

Segundo os adversários, o abuso de poder econômico ficou configurado por:

  • doação irregular de um helicóptero de propriedade de Osni Cipriani para deslocamentos de campanha;
  • uso da estrutura das lojas do empresário Luciano Hang, como transporte aéreo, canais oficiais da empresa para divulgação de campanha, sala de gravação para lives, vídeos para redes sociais e envolvimento de funcionários na promoção da candidatura;
  • suposto financiamento de propaganda eleitoral por entidade sindical.
 

Manifestação do senador

 

Após a decisão, o senador emitiu uma nota onde afirmou ser um dia de gratidão e de reflexão. Ele descreveu o processo como "longo" e "duro".

Ele afirmou que foi testado como "homem público" e como "ser humano". Acrescentou ter passado por "dias de angústia".

"Hoje, o Tribunal Superior Eleitoral confirma aquilo que Santa Catarina já havia reconhecido por unanimidade no Tribunal Regional Eleitoral: não houve irregularidade. Não houve crime. Houve uma eleição legítima, fruto do voto livre e soberano do povo catarinense", afirmou Seif.
 

O senador ainda agradeceu a Deus, a o povo catarinense, aos amigos e à equipe.

"Saio desse processo mais maduro. Mais consciente do peso do mandato que exerço no Senado Federal. Saio mais forte espiritualmente e ainda mais determinado a honrar cada voto que recebi", pontuou.

Seif frisou que a sua história pública continuará sendo construída em três pilares: "fé em Deus, respeito à democracia e compromisso absoluto com o povo".

 

*G1/Brasília