Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Segundo o Instituto Fecomércio AL, R$ 57,4 serão investidos em presentes, enquanto as comemorações injetarão R$ 27,7 milhões
Entre compras e comemorações, a magia do Natal deve injetar R$ 85,1 milhões na economia de Maceió, segundo a Pesquisa de Intenção de Consumo no Natal elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), por meio do Instituto Fecomércio AL.

De acordo com o levantamento, 66,8% dos consumidores vão presentear no período e, com um tíquete médio estimado em R$ 332,59, serão investidos R$ 57,4 milhões só em compras. Esse volume financeiro representa um acréscimo nominal de R$ 2,9 milhões em relação ao ano passado; uma variação positiva de 5,3%.
Em relação às comemorações, é o primeiro ano que a pesquisa natalina mensura esta intenção. Segundo os dados, 93,2% afirmaram que pretendem realizar algum tipo de celebração, sendo o tíquete médio estimado em R$ 114,89, o que corresponde a uma movimentação projetada em R$ 27,7 milhões.
Seja para a aquisição de produtos ou de serviços, a data é uma das mais significativas para o varejo. “Os últimos meses do ano são bem relevantes para o comércio. O aumento do consumo, estimulado pelas compras de Natal e pela renda a mais trazida pelo décimo terceiro salário, fortalece o caixa das empresas, movimenta a economia e oferece melhores condições para os empresários iniciarem o ano com mais capacidade de investimento”, reforça o presidente da Fecomércio, Adeildo Sotero.
Maioria pretende se autopresentear
Entre os itens mais procurados, destacam-se os itens de vestuário (roupas, sandálias, bonés e óculos) com 48,3% das intenções, seguidos por eletrônicos (23,8%) e brinquedos (13,6%). Em menor proporção aparecem os eletrodomésticos (5,4%), os acessórios de beleza e cosméticos (4,1%), os utensílios domésticos (2,0%), as cestas de Natal (1,4%) e os livros ou jogos (1,4%).
Esse padrão de consumo evidencia a preferência por produtos de uso pessoal, o que se comprova com o fato de que a maioria dos entrevistados declarou que irá presentear a si mesmo (31,1%). Os filhos aparecem em seguida, com 21,7% das intenções, mas cônjuges (12,4%), os sobrinhos (11%), os afilhados (6,8%), netos (5,6%) e pais (5,1%) também estão na lista.
Compras virtuais avançam, mas shoppings e Centro ainda lideram
Na hora das compras, os shoppings (40,1%) e o Centro de Maceió (30%) serão os locais mais procurados. O comércio online, que em 2024 alcançou 14,08% das intenções, ampliou sua participação para 23,3% neste ano. Lojas de rua e bairro (3,7%), supermercados e hipermercados (2,4%) e feiras ou comércio informal (0,2%) aparecem com menor representatividade.
Ainda de acordo com o Instituto Fecomércio AL, as faixas de preço serão variadas, ficando a maior parte dos consumidores com valores entre R$ 101 e R$ 500 (65,6%). O cartão de crédito será o meio de pagamento mais utilizado, já que pode ser utilizado para compra parcelada (26,7%), no débito (23,4%) ou no rotativo (9,7%), mas o PIX terá uma fatia significativa com 34,4%.
Comemorações ressaltam o caráter familiar da data
Nas comemorações, as casas de familiares e parentes (41,0%) e a própria residência (35,7%) lideram as preferências dos consumidores, reforçando o caráter familiar da data. Em menor proporção aparecem casas de amigos (12,4%), igrejas (7,7%), clubes e praias (1,3%), restaurantes (1,1%), viagens (0,5%) e shoppings (0,3%). As faixas de valores desembolsados estarão entre R$ 50 (8,1%) e acima de R$ 400 (8,4%), sendo a maioria entre R$ 101 e R$ 200 (21,7%).
Apesar do crescimento, dados sinalizam um consumo moderado
Para o assessor econômico do Instituto, Lucas Sorgato, embora o Natal permaneça como a principal data do calendário varejista e mantenha relevante capacidade de movimentação econômica, a pesquisa aponta que o desempenho de 2025 tende a refletir um consumo mais planejado, seletivo e de crescimento moderado, com avanço contido do ticket médio e maior racionalização das despesas.
Em sua análise, apesar da menor taxa de desemprego dos últimos 13 anos e mesmo com o aumento real do salário, alguns fatores contribuíram para este contexto de crescimento contido. “A combinação entre a inflação próxima da meta (4,46%), a política monetária restritiva (juros em 15%) e o comprometimento da renda das famílias (endividamento de 76,7%) ajudam a explicar por que o avanço das vendas ocorre de forma gradual, reforçando o caráter cauteloso do consumo das famílias alagoanas no período natalino”, explica.
*Redação com Assessoria