Quinta-Feira, 01 de janeiro de 2026
Quinta-Feira, 01 de janeiro de 2026
Maceió dispõe de nove unidades para oferecer abrigo e proteção aos mais vulneráveis
O acolhimento institucional é um dos serviços prestados em unidades inseridas na comunidade e deve obrigatoriamente possuir características residenciais com uma estrutura física adequada para atender as necessidades dos usuários. Em Maceió, ao todo, estão funcionando nove abrigos localizados em pontos estratégicos para oferecer proteção integral para pessoas em vulnerabilidade social.
Atendimentos
De acordo com um levantamento realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Primeira Infância e Segurança Alimentar de Maceió (Semdes), entre janeiro e novembro de 2025, o serviço atendeu 1.030 pessoas em situação de vulnerabilidade social em todas as unidades de acolhimento do município.
Ações
Durante o ano de 2025, foram executadas diversas intervenções de manutenção, incluindo pintura, reparos hidráulicos e elétricos, substituição de mobiliário, adequações estruturais e melhorias em áreas comuns, visando maior conforto e segurança para usuários e equipes. Todas as unidades da Semdes passaram por melhorias para abrigar e dar mais conforto a crianças e adolescentes que vivem em acolhimento institucional.
Além disso, entre janeiro e novembro de 2025, foram implementadas iniciativas voltadas para Unidade de Acolhimento Warao, promovendo a garantia de direitos e o fortalecimento da proteção social. Atualmente, o município acolhe 15 famílias, o que equivale a um total de 62 pessoas assistidas. Todas as famílias indígenas da etnia Warao acolhidas estão inseridas no Cadastro Único e são beneficiárias de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, auxílio gás, Benefício de Prestação Continuada e Programa Cria, tendo o acompanhamento sistemático das equipes de referência.
Quatro famílias também contam com pessoas inseridas em atividades remuneradas pela Prefeitura de Maceió, o que contribui para ampliar a autonomia financeira. As crianças Warao estão matriculadas na rede pública municipal de ensino, bem como os adultos, por meio do programa Brasil Alfabetizado, com aulas nas instalações do acolhimento institucional, sendo acompanhados também por serviços de saúde, inclusive por meio do Consultório na Rua da Secretaria Municipal de Saúde, que atua com abordagem específica voltada a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Também foram realizadas ações para a retirada de documentação como Carteira Digital do Trabalho e Carteira de Identidade e regularização no País, ações de fortalecimento identitário, ações de segurança alimentar, oficinas para inserção no mundo do trabalho, entre outras iniciativas que estão garantidas pela Constituição do Brasil e pela Lei Orgânica da Assistência Social.
Serviço Família Acolhedora
O lema do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA) é “A tempestade passa e a vida continua”. Na modalidade de acolhimento, o núcleo familiar recebe e cuida de forma temporária, em casa, de uma criança ou adolescente no momento em que ela mais precisa, na hora da tempestade, que com amor e cuidado vai passar.
O público-alvo é formado por crianças e adolescentes de 0 a 18 anos que, em decorrência de situação de risco ou violação de seus direitos, foram afastados, por ordem judicial, de sua família de origem. Isso, após esgotadas outras alternativas de manutenção da criança ou adolescente junto à família nuclear ou extensa.
Em agosto de 2025, um casal de irmãos foi recebido, pela primeira vez, por uma família acolhedora de Maceió, considerado um marco na história da proteção à infância do município. O menino de 7 anos e a menina de 4 anos demonstraram uma felicidade genuína ao conhecer a família.

"O tio e a tia são muito legais. A gente já brincou e passeou juntos. E na casa nova tem, cachorrinhos pra gente brincar. A gente gostou muito de ir à praia com eles. Eu e minha irmã estamos bem felizes”, contou o mais velho.
Na casa da Família Acolhedorade uma criança ou adolescente são recebidos no momento em que mais precisam. Diferente da adoção, o acolhimento é temporário, por até 18 meses. A criança ou adolescente é acolhido até que ele possa ser reintegrado à família de origem ou encaminhado para adoção. Mas, antes do acolhimento acontecer, as pessoas que acolhem passam por formação com profissionais para entender mais sobre essa função.
Com auxílio financeiro, suporte de uma equipe profissional e apoio de toda uma rede de proteção, a família acolhedora nunca está sozinha durante a guarda provisória em que assume todas as responsabilidades e os cuidados de uma família: cuidar da saúde, educação, vida em comunidade e convivência familiar da criança ou adolescente.
*Redação com Assessoria