Sábado, 07 de março de 2026
Sábado, 07 de março de 2026
Uma ala da corte acredita que a polícia solicitou a ida do banqueiro para capital para viabilizar delação
Integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) ouvidos pela CNN avaliam que a nota do ministro Alexandre de Moraes sobre a suposta conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia em que o empresário foi preso é pouco esclarecedora e não será suficiente para conter a crise que envolve o tribunal.
A leitura de uma ala da corte é de que a explicação deveria ser mais enfática em relação à existência ou não de contato entre o magistrado e o dono do Banco Master na data da prisão ou ao menos sobre a troca de mensagens no formato de visualização única.
Sob reserva, um magistrado diz que o texto não é convincente e que a “emenda saiu pior que o soneto”, ditado popular que resume momentos em que a tentativa de resolver uma situação problemática a torna ainda pior.
A avaliação é que o ministro segue em xeque devido à relação com Daniel Vorcaro, que foi preso por ordem do ministro André Mendonça, e que a pressão de políticos e da opinião pública não irá arrefecer.
Na nota, Moraes diz que uma “análise técnica” concluiu que “as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”. A nota não deixa claro, porém, a autoria da análise referida.
Antes da divulgação da explicação, já era visto com receio entre integrantes do Supremo o valor elevado do contrato do escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master. O acordo previa o pagamento de R$ 129 milhões por três anos de serviço.
*CNN/Blog Matheus Teixeira