Terça-Feira, 10 de março de 2026
Terça-Feira, 10 de março de 2026
Iniciativa projeta o planejamento urbano com o auxílio de quem vive o cotidiano da região
Caminhada Exploratória teve o objetivo de compreender como o local é percebido pela comunidade (Imagem: Phelipe Ribero/Ascom Iplam)
Oito representantes do bairro São Jorge, ao lado de técnicos do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental(Iplam), participaram de uma Caminhada Exploratória, nessa segunda-feira(9). Com base na metodologia de Diagnóstico Rápido Participativo, a atividade foi pensada para identificar problemas e potencialidades em um espaço público local com 6.366,122 m² de área, próximo à Avenida Josefa de Melo.
A oficina aconteceu ao longo do região e, durante o percurso, a comunidade foi convidada a analisar de maneira crítica pontos como acessibilidade, iluminação, drenagem e áreas de lazer, transformando percepções individuais em um plano de ação coletivo. Enquanto isso, uma equipe facilitadora ficou responsável por anotar as contribuições e realizar registros fotográficos do ambiente.
A atividade foi estruturada em quatro etapas, iniciando pelo acolhimento e apresentação dos objetivos, quando os moradores foram introduzidos à proposta de observar o espaço para imaginar novos usos. Em seguida, durante a caminhada, foram aplicados questionários que abordaram desde o cotidiano e o entorno do bairro até questões de acessibilidade, mobilidade e infraestrutura, incluindo pontos como iluminação, drenagem e coleta de lixo.
Em momentos de parada, o grupo foi convidado a refletir e identificar o que já existe no São Jorge e que poderia ser melhor aproveitado.
A ação foi encerrada com a construção de propostas e a definição de prioridades, fase em que os participantes puderam pensar e dialogar sobre novas possibilidades de convivência e lazer, estabelecendo prioridades para o planejamento da área.
Para a diretora técnica do Laboratório de Inovação Urbana do Iplam, Eduarda Leite, o bairro São Jorge é uma área em alto desenvolvimento, com alguns espaços que têm bastante potencialidade para o desenvolvimento de projetos. “Preliminamente, nós conseguimos identificar o que existe no entorno de serviços, de comércio e também sobre a parte de mobilidade, de ponto de ônibus. Identificamos que a região já possui uma boa infraestrutura de calçadas e arborização em estágio inicial, mas enfrenta alguns outros desafios estruturais”, explicou.
Este diagnóstico será o ponto de partida para as próximas ações no espaço, utilizando a percepção dos moradores para guiar o projeto. Assim, o planejamento urbano passa a ser colaborativo, priorizando o bem-estar de quem vive na região.
*Redação com Assessoria