Sábado, 28 de fevereiro de 2026
Sábado, 28 de fevereiro de 2026
Segundo o presidente norte-americano, o objetivo é "defender o povo americano' de "ameaças do governo iraniano".
Os Estados Unidos e Israel lançaram, neste sábado (28), ataques em conjunto contra o Irã.
Segundo o presidente norte-americano, o objetivo é "defender o povo americano' de "ameaças do governo iraniano'. Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país do Oriente Médio não "deve ter permissão para se armar com armas nucleares".
Veja a repercussão internacional da ofensiva:
A líder da comissão europeia, Ursula von der Leyen classifiou os ataques como "extremamente preocupantes".
"Garantir a segurança nuclear e prevenir quaisquer ações que possam escalar ainda mais as tensões ou comprometer o regime global de não proliferação é de importância crítica", disse.
"Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima moderação, protejam os civis e respeitem plenamente o direito internacional", continuou.
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Ursula von der Leyen reage aos ataques no Irã — Foto: Reprodução/X
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou Trump e questionou a capacidade de permanência de Washington.
“O ‘pacificador’ mostrou mais uma vez a sua face”, disse Medvedev, ex-presidente da Rússia. “Todas as negociações com o Irã são uma operação de fachada. Ninguém duvidava disso. Ninguém realmente queria negociar coisa alguma.”
“A questão é quem tem mais paciência para esperar o fim inglório do seu inimigo. Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2.500 anos. Vamos ver em 100 anos…”
A China alertou, neste sábado, contra qualquer futura escalada no Oriente Médio e pediu um "cessar imediato" da violência após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã, que retaliou com o lançamento de mísseis.
"A China pede um cessar imediato das ações militares, urge que se evitem futuras escaladas das tensões e encoraja a retomada do diálogo e das negociações para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio", declarou o ministério das Relações Exteriores chinês.
"A soberania nacional, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas", acrescentou.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que não aceitará que ninguém arraste “o país para aventuras que ameacem sua segurança e sua unidade”, em uma mensagem indireta ao grupo armado libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Em comunicado, Salam destacou os “graves desdobramentos” na região e pediu que “todos os libaneses ajam com sabedoria e patriotismo, colocando o Líbano e os interesses do povo libanês acima de qualquer outra consideração”.
O Hezbollah já travou diversos conflitos com Israel desde que foi fundado pela Guarda Revolucionária do Irã, em 1982.
A porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Alisson Hart, afirmou que a instituição "acompanha de perto os desenvolvimentos".
O presidente da França, Emmanuel Macron, em uma publicação no X, afirmou que, neste momento, "todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança do território nacional, de nossos compatriotas e de nossas instalações no Oriente Médio".
"O início de uma guerra entre os EUA, Israel e o Irã acarreta consequências graves para a paz e a segurança internacional".
Macron disse ainda que a escalada em curso é perigosa e deve cessar. O presidente francês disse "o regime iraniano deve compreender que agora não tem outra opção senão iniciar uma negociação de boa-fé para pôr fim ao seu programa nuclear e balístico".
Ele disse ainda que a França pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, fez declarações a respeito das preparações do país para proteger a população japonesa nos países envolvidos.
"Até agora vínhamos tomando medidas preventivas, como a evacuação antecipada de cidadãos japoneses, para nos prepararmos para qualquer eventualidade. No entanto, ao receber a notícia, imediatamente instruí aos ministérios relevantes que intensificassem a coleta de informações e a adotarem todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos japoneses que permanecem no local", disse.
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Primeira-ministra do Japão reage aos ataques no Irã — Foto: Reprodução/X
O vice-primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prevot, afirmou que o país já realizou uma reunião de crise sobre o assunto e tem mais encontros no planejamento.
"Lamentamos profundamente que os esforços diplomáticos não tenham levado mais cedo a uma solução negociada", disse. A UE, os EUA e o E3 investiram anos de engajamento diplomático sustentado. A UE pediu para que o IRGC fosse adicionado à sua lista de organizações terroristas. Está feito. A UE pediu por novas sanções. Elas foram adotadas".
"No entanto, apesar de toda essa pressão, o regime iraniano não renunciou aos seus programas nucleares e balísticos, nem ao seu papel desestabilizador na região. A Bélgica sempre condenou este regime: suas violações sistemáticas dos direitos humanos, sua ameaça à segurança regional e global, sua recusa em se engajar de forma construtiva".
O primeiro-ministro da Espanhã, Pedro Sánchez, afirmou que o país "rejeita a ação militar unilareral dos EUA e de Israel".
"O ataque ao Irã representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil", afirmou.
O governo da Indonésia lamentou o "fracasso das negociações entre os EUA e o Irã".
"A Indonésia exorta todas as partes a exercerem a contenção e priorizarem o diálogo e a diplomacia", disse o comunicado. "A Indonésia reitera a importância de respeitar a soberania e a integridade territorial de cada país, bem como de resolver diferenças por meios pacíficos".
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou que o país apoia a "ação dos EUA para impedir o Irã de ter armas nucleares".
Albanese disse também que autoridades australianas estão monitorando de perto a situação e que o país emitiu um alerta que recomenda que australianos não viagem para Israel e Líbano.
O Ministério das Relações Exteriores de Kosovo afirmou apoiar Trump na decidão de atacar o Irã.
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Trump confirma ataques ao Irã — Foto: Reprodução/Truth Social
Ao confirmar os ataques, Trump afirmou que o objetivo da ofensiva é 'defender o povo americano' de 'ameaças do governo iraniano'.
"Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear", afirmou. "Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear".
Sobre os alvos da operação, Trump disse que os EUA vão "arrasar a indústria de mísseis até o chão".
Trump alertou que, como resultado da operação militar dos EUA, “Podemos ter baixas.” Segundo o NYT, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, havia alertado Trump em reuniões privadas que tropas americanas poderiam ser mortas ou feridas em uma guerra com o Irã.
Netanyahu afirmou que a ofensiva "criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino".
"Chegou a hora de todos os setores da população do Irã removerem o jugo da tirania (do regime) e construírem um Irã livre e pacífico", disse em comunicado.
O príncipe herdeiro do Irã publicou uma mensagem na rede social X momentos após EUA e Israel lançarem ataques à cidades iranianas. Na mensagem, Reza Pahlavi diz que a "ajuda americana finalmente chegou" e afirma que é o "momento de retornar às ruas está próximo".
A ajuda que o presidente dos Estados Unidos prometeu ao bravo povo do Irã chegou agora. Trata-se de uma intervenção humanitária; e seu alvo é a República Islâmica, o aparelho de repressão e sua máquina de matar — não o grande país e o grande povo do Irã.
*G1