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Domingo, 22 de fevereiro de 2026

Polícia

Lula despista sobre críticas à Acadêmicos de Niterói e diz que desfile foi homenagem à mãe

Presidente, que falou pela primeira vez sobre o assunto, sofre pressão da oposição por suposta propaganda eleitoral antecipada

Lula despista sobre críticas à Acadêmicos de Niterói e diz que desfile foi homenagem à mãe

Lula se esquivou sobre escola de samba: 'Não sou o carnavalesco e não fiz o samba-enredo' (Imagem: Adnan Abidi/Reuters )

O presidente Lula se esquivou, neste domingo (22), das críticas que recebe por conta do samba-enredo da escola Acadêmicos de Niterói, que fez uma homenagem ao petista e foi rebaixada no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026.

Foi a primeira vez que o petista tratou sobre o assunto, alvo de críticas da oposição já que o tema do desfile e a ida de Lula ao Rio configurariam propaganda eleitoral antecipada.

O presidente, porém, despistou e disse, em viagem oficial a Nova Déli, na Índia, que se tratou de um tributo à mãe dele, dona Lindu, e não a ele.

“Não sou o carnavalesco, não fiz o samba-enredo, não cuidei dos carros alegóricos, apenas fui homenageado numa música maravilhosa. Uma pena que minha mãe já morrido e não ouvisse. A música é uma homenagem à minha mãe, é a saga dela de trazer os filhos para São Paulo”, afirmou.

Em seguida, o presidente afirmou que ele não poderia interferir nas decisões da escola de samba, apenas aceitar ou recusar a homenagem.

“Sinceramente, acho que a escola fez uma coisa extraordinária e não cabia ao presidente dar palpite sobre carros alegóricos. Só cabia ao presidente da República aceitar ou não se ele queria ser homenageado. E eu aceitei, sou muito grato à escola”, afirmou.

Ao final da resposta aos jornalistas, Lula ainda disse que, quando voltar ao Brasil, vai visitar a escola para agradecer à “homenagem que eles prestaram à saga da dona Lindu, saindo de Garanhuns para São Paulo”.

Até agora, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já recusou duas ações, dos partidos Novo e do Missão, apresentadas antes do desfile. O argumento é que a apresentação não tinha acontecido e, portanto, não configuraria crime eleitoral.

Após a performance na Sapucaí, o PL e o Missão, novamente, entraram com outros dois processos na Justiça Eleitoral por propaganda antecipada. Não há prazo para a apreciação das ações pela Corte.

*R7