Sexta-Feira, 23 de janeiro de 2026
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Segundo a Xinhua, o líder chinês destacou que China e Brasil têm responsabilidades comuns diante de um cenário internacional marcado por instabilidade e tensões geopolíticas. Até a última atualização desta matéria, o governo federal não havia se manifestado sobre a ligação.
Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do presidente brasileiro à China (Imagem: Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone nesta quinta-feira (22), segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
Na conversa, o líder chinês disse a Lula que Pequim e Brasília devem aprofundar a cooperação estratégica e atuar de forma conjunta para proteger os interesses do Sul Global, defender a equidade internacional e fortalecer o papel central das Nações Unidas.
Segundo a Xinhua, Xi destacou que China e Brasil têm responsabilidades comuns diante de um cenário internacional marcado por instabilidade e tensões geopolíticas, e defendeu que os dois países trabalhem para promover uma ordem internacional mais justa, baseada no multilateralismo e no respeito ao desenvolvimento dos países emergentes.
O líder asiático disse ainda que a China está disposta a "sempre ser uma boa amiga e parceira dos países da América Latina e do Caribe".
O país também estaria disposto a promover "a cooperação mutuamente benéfica em todas as áreas e um maior desenvolvimento das relações bilaterais".
Até a última atualização desta matéria, o governo federal não havia se manifestado sobre a ligação.
A conversa ocorreu no mesmo dia em que Trump lançou oficialmente o seu "Conselho da Paz". Criada por seu governo para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e reconstruir o território palestino, a estrutura é vista por parte da comunidade internacional como uma tentativa de esvaziar a ONU.
Cerca de 30 dos 60 líderes mundiais que aceitaram participar do conselho estavam na cerimônia, como o presidente argentino, Javier Milei — o presidente Lula foi convidado para integrar o Conselho da Paz, mas ainda não respondeu ao convite. Nenhum grande aliado ocidental estava no lançamento.
Em discurso na cerimônia, Trump disse ser um "dia muito empolgante" e voltou a criticar a ONU.
"Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo", afirmou Trump. No entanto, ele disse que seu conselho dialogará "com muitos outros, incluindo a ONU".
Os EUA também protagonizam um momento de tensão geopolítica após invadirem a Venezuela e capturarem o presidente Nicolás Maduro. Semanas depois, Trump já ameaçou outras ofensivas no Irã e na Groenlândia.
*G1/São Paulo