Segunda-Feira, 09 de fevereiro de 2026
Segunda-Feira, 09 de fevereiro de 2026
Agenda do Congresso ainda prevê depoimento da governadora de Pernambuco e CPMI do INSS
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi convidado pela terceira vez para a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, do Senado, após faltar às duas últimas convocações. Na semana passada, o político não compareceu por estar em viagem à Europa.
De volta ao Brasil, a expectativa é de que Castro — nome considerado fundamental para ampliar o debate sobre o tema — compareça à reunião de quarta-feira (11) ao lado do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Cesar Carvalho.
A reportagem tentou contato com a assessoria do governador para confirmar a presença dele, mas não obteve resposta.
Antes de Castro, a CPI do Crime Organizado deve ouvir a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), nesta terça-feira (10). Também está prevista a presença do secretário de Defesa Social do estado, Alessandro de Mattos.
Sem previsão de sessões deliberativas em plenário na Câmara e no Senado, as atividades do Congresso nesta semana serão semipresenciais. Nesta segunda-feira (9), será realizada uma reunião de líderes na Residência Oficial da Câmara.
CPMI do INSS
Apesar de a reunião da próxima quinta-feira (12) estar suspensa em virtude do Carnaval, a sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) nesta segunda-feira está mantida, com início às 16h.
Estão previstos os depoimentos do deputado estadual pelo Maranhão Edson Araújo (PSB) e do filho e sócio do empresário Maurício Camisotti, Paulo Camisotti.
Paulo Camisotti terá direito de permanecer em silêncio e escolher quais perguntas responder durante o depoimento. A autorização é prevista por habeas corpus concedido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino.
Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), os dois estão convocados e, caso não compareçam, podem ser alvos de condução coercitiva para depor.
No último encontro, na semana passada, os parlamentarem votaram a quebra de sigilo fiscal de servidores do INSS, filhos de investigados e 36 empresas. Dos 57 requerimentos aprovados, 51 tratam de quebras de sigilo.
Os parlamentares aprovaram, ainda, requerimentos que pedem a prisão preventiva e a retenção do passaporte de suspeitos de envolvimento nas fraudes do INSS.
Os requerimentos relacionados ao Banco Master, assim como os que pedem quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devem ser votados nas próximas reuniões.
Segundo Viana, a CPMI vai priorizar os pedidos mais importantes para a elaboração do relatório. “Essas questões que envolvem mais polêmica, eu vou deixar para a frente”, afirmou ao R7.
*R7/Brasília