Sexta-Feira, 10 de abril de 2026
Sexta-Feira, 10 de abril de 2026
O deputado federal Marx Beltrão criticou duramente, nesta quinta-feira (10), o avanço do endividamento das famílias brasileiras, que atingiu o recorde histórico de 80,4% em março, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgados pela imprensa econômica.
Para o parlamentar, o número escancara uma crise estrutural que não será resolvida com programas pontuais de renegociação de dívidas, como o Desenrola ou novas iniciativas em estudo pelo governo federal.
“Esses programas são como enxugar gelo. Podem até aliviar momentaneamente, mas não atacam o problema real. O brasileiro continua ganhando pouco, pagando juros absurdos e convivendo com um custo de vida cada vez mais alto”, afirmou Marx Beltrão.
De acordo com o levantamento, além do recorde de famílias endividadas, cerca de 29,6% seguem com contas em atraso, enquanto o comprometimento médio da renda com dívidas permanece elevado, evidenciando o estrangulamento do orçamento doméstico.
Para Marx, a raiz do problema está na combinação de salários baixos, crédito caro e inflação persistente sobre itens básicos.
“O governo insiste em medidas paliativas, mas não enfrenta o essencial: é preciso aumentar o valor real do salário mínimo, reduzir a taxa de juros e conter a alta da inflação. Hoje, o trabalhador paga mais caro por alimentos, aluguel, combustível e serviços, enquanto sua renda não acompanha esse aumento”, destacou.
O deputado ressaltou ainda que os juros elevados fazem com que dívidas cresçam rapidamente, ampliando o ciclo de inadimplência e dificultando a recuperação financeira das famílias.
“Com juros altos, qualquer dívida vira uma bola de neve. O cidadão paga, paga e continua devendo. Isso é perverso e injusto com quem vive do próprio trabalho”, disse.
Na avaliação de Marx Beltrão, políticas públicas eficazes precisam ir além da renegociação e focar na renda e no poder de compra da população.
“Não adianta maquiar o problema. Programas como o Desenrola têm efeito cosmético. O que o Brasil precisa é de salário digno, juros mais baixos e controle real do custo de vida. Só assim as famílias vão sair do sufoco e o país vai voltar a crescer com base no consumo”, concluiu o parlamentar.
*Assessoria