Sábado, 18 de abril de 2026
Sábado, 18 de abril de 2026
Os alvos das medidas são diversos servidores que perderam eleições para vereador em municípios pequenos e foram designados para trabalhar em locais distantes de onde moram.
Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto (Imagem: Reprodução/TV Globo)
Uma nova lista de exonerados do governo do Estado foi publicada neste sábado (18) com mais 33 nomes. Os cargos eram da Secretaria de Governo.
Os alvos das medidas, segundo a apuração da TV Globo, são diversos servidores que perderam eleições para vereador em municípios pequenos e foram designadas para trabalhar em locais distantes de onde moram.
Em 20 dias no cargo, o governador em exercício do Rio exonerou 459 servidores comissionados — cargos sem concurso — das secretarias da Casa Civil e de Governo, duas das principais estruturas ligadas ao Palácio Guanabara. Com as exonerações anunciadas neste sábado, o número chega a quase 500.
O g1 apurou que o plano de reestruturação é mais amplo. Levantamento interno indica que as duas pastas somam cerca de 4 mil servidores. A previsão é cortar aproximadamente 40% desse total, o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”.
A estimativa do governo é economizar cerca de R$ 10 milhões por mês com as medidas.
O plano também prevê mudanças na estrutura administrativa. Uma das medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil.
O órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman, nomeado por Couto na terça-feira (14). Ambos são procuradores do estado.
Pimentel já foi subprocurador-geral do estado e também atuou na Cedae e no Detran.
As exonerações dos 459 comissionados foram publicadas nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. As medidas são resultado de auditorias que vêm sendo realizadas nas duas secretarias.
Na edição desta sexta, o governo também extinguiu três subsecretarias da estrutura da Casa Civil:
As estruturas subordinadas a esses órgãos também foram descontinuadas.
Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, até a noite de quinta-feira (16), Couto nomeou nove gestores para áreas estratégicas do governo.
Entre eles estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae:
Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões
Além das mudanças administrativas, o governador em exercício determinou a realização de uma ampla auditoria nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais.
Segundo o governo, as medidas fazem parte de um pacote classificado como um “choque de transparência”, com o objetivo de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos.