Sexta-Feira, 06 de fevereiro de 2026
Sexta-Feira, 06 de fevereiro de 2026
O deputado federal Marx Beltrão declarou nesta sexta-feira (6) que a educação federal não pode ser tratada com instabilidade orçamentária, após o governo anunciar a suplementação de recursos para universidades e institutos federais. A recomposição ocorre depois de um corte aprovado em dezembro de quase R$ 500 milhões, valor superior ao montante agora devolvido às instituições de ensino.
Para Marx, o problema não é a suplementação em si, mas a forma como o orçamento da educação vem sendo conduzido. “O governo parece ter tirado o orçamento da educação com uma mão e devolvido com a outra. Esse ‘tira-e-põe’ não é respeito com universidades, institutos federais, estudantes, professores e técnicos. Educação precisa de estabilidade e planejamento”, afirmou o parlamentar.
Em Alagoas, a preocupação é ainda maior diante da importância estratégica da rede federal de ensino. O Instituto Federal de Alagoas (IFAL) possui 16 campi distribuídos por 15 municípios, atendendo mais de 10 mil estudantes, muitos deles no interior e no Sertão. Já a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) reúne cerca de 20 mil alunos, com campi em Maceió, Arapiraca e unidades no interior do estado.
O deputado ressaltou que sempre atuou em defesa do IFAL e da UFAL, trabalhando para garantir recursos e ampliar investimentos nessas instituições. “Ao longo do meu mandato, sempre defendi e trabalhei por mais recursos para o IFAL e para a UFAL, porque sei da importância gigantesca dessas instituições para o desenvolvimento de Alagoas e para o futuro da nossa juventude”, destacou.
Marx Beltrão foi enfático ao afirmar que o investimento federal em educação não pode ser tratado como instrumento de ajuste fiscal. “O orçamento da educação jamais pode ser reduzido. Ele precisa crescer. Educação não é gasto, é investimento. Nenhum país se desenvolve enfraquecendo suas universidades e seus institutos federais”, afirmou.
Segundo o parlamentar, milhares de estudantes alagoanos dependem diretamente da rede federal de ensino para estudar, se qualificar e permanecer em suas regiões. “Quando se corta primeiro e se recompõe depois, o prejuízo já foi causado. O que defendemos é investimento permanente, previsibilidade e respeito à educação pública federal”, concluiu Marx Beltrão.
*Assessoria