Sexta-Feira, 02 de janeiro de 2026
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Em dezembro, empresa perdeu contato com um satélite e outro quase bateu.
Satélites da Starlink são vistos no céu de South Funen, na Dinamarca, em abril de 2020 (Imagem: Ritzau Scanpix/Mads Claus Rasmussen via Reuters)
A Starlink vai diminuir a órbita de todos os seus satélites que ficam a 550 km acima da superfície terrestre para aproximadamente 480 km nos próximos meses, informou o diretor de engenharia, Michael Nicolls, nas redes sociais.
➡️A Starlink é um braço da SpaceX, empresa de exploração espacial de Elon Musk. Com a Starlink, o grupo trabalha para lançar e formar uma "constelação" de satélites para levar conexão de internet a áreas remotas com pouca ou nenhuma estrutura.
A decisão aconteceu depois de um dos satélites da empresa ter sofrido, em dezembro, uma anomalia no espaço, gerando uma “pequena” quantidade de detritos e interrompendo a comunicação com uma espaçonave a uma altitude de 418 km.
Poucos dias antes, dois satélites, um da Starlink e outro chinês, ficaram a 200 metros de distância e quase bateram a 560 km de altitude, segundo reportou Nicholls.
Na ocasião da quase colisão, o engenheiro reclamou que não houve compartilhamento de informações sobre o lançamento dos equipamentos da China, para evitar aproximações perigosas com satélites que já orbitam no espaço.
Atualmente, a empresa tem cerca de 4.400 satélites que orbitam a 550 km acima da superfície da Terra.
Com a diminuição da altitude, a empresa tem o objetivo de reduzir a probabilidade de colisões, já que “o número de objetos de detritos e de constelações de satélites planejadas é significativamente menor abaixo de 500 km”, escreveu Nicolls.
"Os satélites Starlink têm confiabilidade extremamente alta, com apenas dois satélites inoperantes em uma frota de mais de 9.000 satélites em operação. Ainda assim, se um satélite vier a falhar em órbita, queremos que ele reentre o mais rápido possível", afirmou o vice-presidente.
"Essas medidas irão melhorar ainda mais a segurança da constelação, especialmente diante de riscos difíceis de controlar, como manobras não coordenadas e lançamentos realizados por outros operadores de satélites", acrescentou.
*G1