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Terça-Feira, 07 de abril de 2026

Economia

Endividamento das famílias atinge novo recorde e chega a 80,4%, aponta a CNC

Índice superou resultado de março de 2025, verificado em 77,1%, e de fevereiro deste ano, em 80,2%

Endividamento das famílias atinge novo recorde e chega a 80,4%, aponta a CNC

10,6% das famílias declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso em maio (Imagem: William Iven/Unsplash)

O percentual de famílias com dívidas alcançou 80,4% em março de 2026, marca que renova o patamar do histórico de endividamento na série da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).  

O levantamento é produzido mensalmente pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), e foi divulgado nesta terça-feira (7). 

O índice superou o resultado de março de 2025, verificado em 77,1%, e o de fevereiro deste ano, em 80,2%. A parcela de famílias com dívidas em atraso totalizou 29,6% no período, mantendo o nível do mês de fevereiro.

O total de consumidores sem condições de realizar o pagamento de dívidas em atraso atingiu 12,3%, com redução de 0,3 ponto.

Já o tempo de atraso no pagamento das contas se manteve em 65,1 dias. Segundo a CNC, o resultado ocorre devido o percentual de famílias inadimplentes por mais de 90 dias ter reduzido ligeiramente no mês, para 49,4% no mês. 

Compromentimento da renda

comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas registrou a média de 29,6%, abaixo do resultado do mesmo do ano passado, de 29,9%. O percentual de consumidores com metade dos rendimentos ou mais em dívidas totalizou 19,2%, representando uma redução. 

O aumento do endividamento ocorreu em todas as faixas de renda, com destaque para os ganhos acima de cinco salários. No grupo de famílias com renda de até cinco salários, houve redução no percentual de inadimplência.  

Já as famílias com rendimentos acima de 10 salários apresentaram redução nos indicadores de inadimplência. A falta de condições de pagamento de dívidas em atraso registrou queda no grupo com renda de até três salários.

*CNN/Brasil