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Sexta-Feira, 27 de março de 2026

Economia

Imposto de Renda 2026: veja tabela de alíquotas e saiba como fazer o cálculo

O prazo de entrega do IR começou em 23 de março e vai até o dia 29 de maio.

Imposto de Renda 2026: veja tabela de alíquotas e saiba como fazer o cálculo

Imposto de Renda: prazo para declaração vai até o dia 29 de maio. (Imagem: Marcos Serra/ g1)

A mecânica do cálculo do Imposto de Renda 2026 continua a mesma de anos anteriores. As principais mudanças em relação à declaração de 2025 estão na faixa de isenção — que subiu de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 no ano passado — e nas parcelas a deduzir.

aumento da faixa isenta foi confirmado em abril de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de Medida Provisória (MP). A mudança daquele ano passou a valer para a declaração de 2026.

Na prática, a medida fixou a faixa de isenção do IR em R$ 2.428,80. Para alcançar quem ganhava até R$ 3.036 (equivalente a dois salários mínimos à época), o governo criou um desconto automático de R$ 607,20, aplicado na base de cálculo do imposto.

 

Como fazer o cálculo do imposto?

 

A conta do IR depende de uma tabela dividida em quatro faixas de renda, com uma alíquota progressiva que vai de 7,5% a 27,5%. A faixa máxima atinge os salários acima de R$ 4.664,68.

Veja abaixo as faixas e as respectivas alíquotas em vigor em 2025:

  • Faixa 1: até R$ 2.428,80: isento
  • Faixa 2: de R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65: 7,5% | dedução: R$ 182,16
  • Faixa 3: de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15% | dedução: R$ 394,16
  • Faixa 4: de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5% | dedução: R$ 675,49
  • Faixa 5: acima de R$ 4.664,68: 27,5% | dedução: R$ 908,73
 

O imposto não é cobrado sobre todo o salário. Descontos como o INSS são abatidos antes do cálculo. Além disso, o IR é progressivo: cada alíquota incide apenas sobre a parcela da renda que se enquadra em cada faixa.

Quem recebeu R$ 4 mil por mês em rendimentos tributáveis em 2025, por exemplo (e se enquadrava na faixa 3 após o desconto automático de R$ 607,20), não pagava 15% sobre toda a parte tributável do salário. (veja o passo a passo do cálculo mais abaixo)

Pelas regras da Receita, os primeiros R$ 2.428,80 ficaram isentos. O que passou desse valor e não superou os R$ 2.826,65 (o limite da faixa 2) foi tributado em 7,5%. Já o que superou o limite da faixa 2, mas não o da faixa 3, pagou 15%, e assim sucessivamente.

Veja o exemplo abaixo, que considera um contribuinte sem dependentes.

Exemplo de cálculo do IR para rendimentos tributáveis de R$ 4 mil

Faixas do IR Parcela salarial em cada faixa Alíquota Imposto pago
1 até R$ 2.428,80 isento zero
2 R$ 397,85 7,5% R$ 29,84
3 R$ 566,15 15% R$ 84,92
4 zero 22,5% zero
5 zero 27,5% zero
Total R$ 3.392,80 Alíquota efetiva: 2,86% Total pago: R$ 114,76

Na prática, a conta pode ser feita multiplicando o valor tributável pela alíquota cheia referente à faixa do IR. Em seguida, basta subtrair do resultado a dedução que corresponda à mesma faixa.

Relembre os valores de dedução:

  • Faixa 1: zero
  • Faixa 2: R$ 182,16
  • Faixa 3: R$ 394,16
  • Faixa 4: R$ 675,49
  • Faixa 5: R$ 908,73
 

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Mauro Silva, explica que o cálculo pode ser feito com o seguinte passo a passo (para o mesmo exemplo de R$ 4 mil):

  • R$ 4.000 - R$ 607,20 (valor tributável menos o desconto automático) = R$ 3.392,80;
  • R$ 3.392,80 (faixa 3) x 15% (ou 0,15) = R$ 508,92;
  • R$ 508,92 - R$ 394,16 (dedução da faixa 3) = R$ 114,76 — total do imposto pago no mês.
 

O valor final é o mesmo que aparece na tabela mais acima, elaborada a partir do simulador da Receita Federal. Quem quiser, pode utilizar a ferramenta online para fazer o cálculo. Clique aqui para acessar.

*G1