Terça-Feira, 28 de abril de 2026
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Novo Plano Nacional de Educação estabelece 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias que deverão ser acompanhadas a cada dois anos, até 2036. Texto segue para sanção do presidente.
O novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece objetivos e metas da educação nacional para os próximos 10 anos (2026-2036), foi aprovado pelo Senado na quarta-feira (25) e segue para sanção do presidente Lula.
O PNE é uma lei com as metas para a educação para a década seguinte que determina diretrizes, objetivos e estratégias para a política educacional. A versão anterior vigorou de 2014 a 2025 (após prorrogação) e tinha 20 metas. Atualmente, não há nenhum plano nacional para o setor em vigência.
É o PNE que guia as principais políticas educacionais do país, ajudando a definir prioridades de investimentos e criação ou expansão de políticas publicas. Foi com base na meta 11 do PNE 2014-2025, por exemplo, que nasceu uma parte da política do novo ensino médio que integra a etapa ao ensino técnico.
A nova versão do Plano estabelece 19 objetivos (veja mais abaixo), 73 metas e 372 estratégias que deverão ser acompanhadas a cada dois anos. Entre as metas, estão:
Para Daniela Caldeirinha, vice-presidente da Fundação Lemann, o novo Plano têm metas "elementares que destravam o desenvolvimento das crianças ao longo de toda a escolaridade." Ela destaca aquelas focadas na educação infantil e alfabetização, e as metas ligadas à equidade.
, gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, também vê avanços nas metas do novo PNE, especialmente naquelas focadas em educação profissional e tecnológica.
O plano também estabelece metas para a educação ambiental e o uso responsável de tecnologias como suporte no ensino.
O texto fixa ainda medidas de monitoramento direto e mecanismos de incentivo, fiscalização e controle interno, externo e social, e estipula parâmetros para que estados e municípios cumpram obrigações na oferta educacional.
Além disso, o novo Plano também retoma a meta de investimento na educação pública, que não foi cumprida na versão anterior. O PNE aprovado em 2014 previa que 10% do produto interno bruto (PIB) fosse investido em educação — atualmente, o percentual está em cerca de 5,5%. O novo projeto propõe um aumento gradual do investimento, começando em 7% até o sexto ano de vigência e chegando a 10% ao final de dez anos.
O PNE anterior ficou em vigor até 31 de dezembro de 2025, após ser prorrogado em 2024, quando, inicialmente, deixaria de ter valor. A proposta do novo PNE só foi enviada pelo governo ao Congresso um mês antes do fim do prazo, e só foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 10 de dezembro. Com as atividades limitadas de fim de ano, o Senado não conseguiu votar a pauta ainda em 2025.
Na quarta-feira (25), após meses sem um PNE vigente, a proposta foi aprovada na Comissão de Educação e Cultura do Senado e foi analisada pelo Plenário.
Agora, o texto segue para sanção do presidente Lula (PT). Os parlamentares têm pressa na sanção do projeto, porque atualmente não existe um plano nacional para o setor em vigência.
O novo PNE tem 19 objetivos para os quais foram estabelecidas metas que permitem seu monitoramento ao longo dos dez anos. São objetivos do novo PNE:
*G1