Sete anos após o primeiro julgamento e condenação, anulados, os réus José Anselmo Cavalcanti de Melo, o “preto boiadeiro”, e Thiago Ferreira dos Santos, conhecido como “Pé de Ferro”, acusados de assassinar o sargento RR da Polícia Militar de Alagoas, Edivaldo Joaquim de Matos, e Samuel Theomar Bezerra Cavalcante, receberam uma nova pena.
A sustentação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), pela segunda vez, mostrou ao conselho de sentença provas incontestáveis da autoria material de ambos. A postura firme foi do promotor de Justiça Thiago Riff e Preto Boiadeiro foi condenado a 32 anos e três meses de reclusão, enquanto para Thiago Ferreira foi repetida a pena anterior de 58 anos e quatro meses.
No primeiro julgamento, os réus foram absolvidos mediante anulação procedida pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, sob o fundamento de que no conselho de sentença estava uma estagiária do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).
Para o promotor de Justiça Thiago Riff, a única novidade no caso era justamente o novo julgamento, mas o Ministério Público não tinha qualquer dúvida que uma nova condenação de ambos os réus representava medida de justiça ao caso.
“O Ministério Público mais uma vez cumpriu o seu papel. O júri foi sobre três crimes cometidos há praticamente 20 anos e já havia a expectativa de nova condenação, visto que o primeiro julgamento foi anulado. Agora, o caso encontra-se novamente julgado e se espera que traga a sensação de justiça à sociedade, que não mais aguenta a impunidade de crimes bárbaros como estes”, afirma o promotor.
Penas
Em relação à vítima Edivaldo Joaquim de Matos, o réu “preto boiadeiro” teve a materialidade e autoria reconhecidas, o conselho de sentença reconheceu a qualificadora de motivo torpe e rejeitou a de recurso que dificultou a defesa da vítima. Foi absolvido no tocante à vítima Samuel Theomar Bezerra Cavalcanti Júnior e condenado pelo crime contra Theobaldo Cavalcante Lins Neto, acatando, neste caso, as duas qualificadoras.
Na análise feita pelos jurados, em relação ao réu Thiago Ferreira dos Santos e às vítimas Edivaldo Joaquim de Matos, Samuel Theomar e Theobaldo Cavalcante Neto, reconheceram a materialidade, autoria, e as duas qualificadoras.
*Dicom/CMM