Domingo, 15 de março de 2026
Domingo, 15 de março de 2026
Assessoria da artista diz que medidas legais são avaliadas; comunicado foi publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (17)
A assessoria da cantora Ana Castela repudiou nesta quarta-feira (17) insinuações sobre a sexualidade da artista. Em um texto compartilhado nas redes sociais, a equipe jurídica classificou os episódios como "cyberbullying".
"É necessário educar e traçar limites", diz o texto. "Quando utilizado por pessoas sem intimidade, de forma pública, em tom de zombaria e, principalmente, associado a críticas sobre a aparência física ("estrutura óssea") de uma jovem de 22 anos, o termo deixa de ser sobre identidade e vira arma de agressão e body shaming", diz a nota.
No texto, assinado pela AgroPlay, agência que cuida da carreira da artista, é informado que seus advogados estudam a adoção de medidas legais. "A internet não é terra sem lei. As medidas judiciais cabíveis estão sendo analisadas, visando não necessariamente uma reparação, mas a responsabilização pedagógica", declararam.
A nota foi publicada após a influenciadora Vivi Vanderley afirmar publicamente que "tinha certeza que Ana Castela é sapatão". A declaração aconteceu durante um vídeo viral e em tom de brincadeira Mais cedo, a própria influenciadora contou que se desculpou publicamente com Ana Castela.
"Eu conversei com ela no direct. Está tudo certo entre nós. De maneira alguma eu quis te ofender. Eu errei demais em ter concordado e participado disso", declarou.
"A assessoria jurídica do Grupo AgroPlay, que administra a carreira da artista Ana Castela, vem a público repudiar os ataques proferidos por influenciadoras digitais nesta semana. É necessário educar e traçar limites. A sexualidade de uma mulher não é ofensa. No entanto, contexto é tudo. Quando utilizado por pessoas sem intimidade, de forma pública, em tom de zombaria e, principalmente, associado a críticas sobre a aparência física ("estrutura óssea") de uma jovem de 22 anos, o termo deixa de ser sobre identidade e vira arma de agressão e body shaming (ataque ao corpo). Isso retira o manto da "liberdade de expressão".
Não permitiremos que a orientação sexual (real ou especulada) e o corpo de uma mulher sejam transformados em "trend" de humilhação para gerar engajamento. A internet não é terra sem lei. As medidas judiciais cabíveis estão sendo analisadas, visando não necessariamente uma reparação, mas a responsabilização pedagógica. Informamos que, ainda, não tomamos nenhuma medida judicial. Respeito é inegociável.
Aproveitamos para a agradecer a cada fã, página e usuário que, espontaneamente, se posicionou contra o cyberbullying e a favor do respeito. Ver tantas pessoas entendendo que corpo e sexualidade não são motivos para chacota e não podem ser usados para engajamento nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. A internet pode ser um lugar hostil. Que bom que muita gente ainda escolhe a empatia. Seguimos atentos e gratos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_51f0194726ca4cae994c33379977582d/internal_photos/bs/2025/S/W/TLZABsR0KAHof4EALALw/agroplayjus-3789702644462857452.jpg)