Sábado, 02 de maio de 2026
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Em outra ofensiva, pelo menos nove libaneses morreram em ataques israelenses na mesma região na sexta-feira (1°)
Fumaça sobe de Habboush após ataques israelenses no sul do Líbano na sexta-feira (Imagem: Stringer/Reuters)
As Forças Armadas de Israel emitiram um alerta urgente para que os moradores de algumas áreas do sul do Líbano deixem suas casas neste sábado (2).
O porta-voz árabe das Forças de Defesa de Israel, Avichay Adraee, pediu para que as pessoas "ficassem a pelo menos 1.000 metros de distância" de nove cidades e vilarejos e se deslocassem para áreas abertas, segundo publicação no X.
“Em vista da violação do acordo de cessar-fogo pelo grupo terrorista Hezbollah, o Exército de Defesa se vê obrigado a tomar medidas enérgicas contra eles. O Exército de Defesa não tem a intenção de prejudicá-los”, disse Adraee na publicação.
Na mensagem, Adraee ainda afirma que "qualquer pessoa que se encontre perto de elementos do Hezbollah, suas instalações e meios de combate, coloca sua vida em perigo".
As cidades e vilarejos na zona de evacuação são Qaq'a Al-Jisr, Adshiet Al-Shaqif, Jbeishit, Abba, Kfar Jouz, Harouf, Al-Dweir, Deir Al-Zahrani e Habboush, disse ele.
O frágil cessar-fogo no Líbano está sob crescente pressão, uma vez que Israel e o Hezbollah intensificaram os ataques mútuos, apesar da prorrogação mediada pelos EUA.
Em outra ofensiva, pelo menos nove pessoas morreram em ataques israelenses no sul do Líbano na sexta-feira (1°).
Oito pessoas, incluindo uma criança, estavam entre os mortos nos ataques a Habbouch, informou o Ministério da Saúde libanês, acrescentando que outras 21 ficaram feridas.
E em Ain Baal, uma pessoa foi morta e sete ficaram feridas, de acordo com o ministério.
Para contextualizar: O Ministério da Saúde libanês afirmou que mais de 2.600 pessoas foram mortas desde o início do último conflito, no começo de março.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.500 morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.
*CNN