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Quarta-Feira, 04 de março de 2026

Esportes

Destaque: Técnico que marcou época no ASA, Vica pensa em voltar ao futebol em 2026

Treinador elogia futebol alagoano e não descarta um retorno

Destaque: Técnico que marcou época no ASA, Vica pensa em voltar ao futebol em 2026

Vica, ex-treinador do ASA (Imagem: Reprodução GE)

Vica voltou a Alagoas neste fim de ano. Ainda não acertou com nenhum time, nem iniciou negociação com dirigentes, nada disso. O técnico que marcou época no ASA recebeu o ge na última terça-feira, na calçada do prédio na Jatiúca em que está hospedado, e contou por onde anda.

No meio da conversa, porém, Vica demonstrou o interesse de voltar a comandar um time, o que não acontece desde 2019, quando deixou a Portuguesa de Desportos. Antes, falou sobre a relação com Maceió e Arapiraca.

— Eu adoro Alagoas. Todo ano, fico praticamente um mês aqui. Maceió é minha segunda casa. Me sinto muito bem aqui, tenho várias amizades, algumas que encontrei no futebol, principalmente no ASA, e estou sempre voltando. Costumo falar muito bem daqui, porque me acolheram muito bem, o estado de Alagoas, Maceió e Arapiraca, e a gente leva isso para o resto da vida.

Vica, ex-treinador do ASA — Foto: Victor Mélo

Vica, ex-treinador do ASA — Foto: Victor Mélo

Vica tem um acesso histórico para a Série B, em 2009, e dois títulos alagoanos pelo ASA, em 2009 e 2011, mas o tempo parado exigiu um certificado especial. Ele fez o curso da CBF em 2024 e foi aí que começou a pensar no retorno ao futebol profissional.

"Ano passado, fiz realmente esse curso da licença A do Brasileiro, com a CBF Academy, até porque sem essa licença, você não trabalha no futebol".
 
Vica foi duas vezes campeão alagoano — Foto: Josiel Martins

Vica foi duas vezes campeão alagoano — Foto: Josiel Martins

Aos 64 anos, Vica disse que fez algumas exigências para voltar a comandar um time. Ele não abre mão, por exemplo, de ter um comando forte.

— De tanto o Gringo, meu auxiliar, me cobrar, eu fiz o curso e, eu, de posse dessa licença, tenho poderes para voltar ao futebol e comandar alguns times do Brasil. Esse ano, não tomei essa decisão de voltar, mas, para 2026, pode ser. Está acabando o ano, conversei com meu auxiliar também, e a gente está estudando aí. Fiz algumas exigências pequenas também aos empresários, onde gostaria de trabalhar e onde não gostaria. Mas (se surgir um convite) a gente não pode falar não a Alagoas.

Vica trabalhou pela última vez no ASA em 2016 e disse que, de lá para cá, muita coisa mudou no futebol alagoano.

— Eu sinto que o futebol aqui deu uma melhorada muito grande. A gente vê isso no ASA, no CSA e no CRB também, em Maceió. O futebol de Alagoas cresceu muito nesse tempo que fiquei parado, dando uma condição muito boa para o profissional trabalhar. Isso faz a diferença.

Lembrança marcante

 

Em 16 de agosto de 2009, Vica conquistou o primeiro acesso do ASA para a Série B do Brasileiro e mudou a história do clube. Ele lembrou como foi o jogo decisivo da Série C, contra o Rio Branco, que terminou empatado por 2 a 2 e valeu a classificação na capital do Acre.

— Alguns jogos, principalmente em decisões aqui em Maceió, contra o CRB, ficam marcados, mas nada tão marcante como o jogo do acesso, no Acre. Esse aí nos últimos dias de nossa vida vamos nos lembrar. Acho que não só eu, a maioria que estava lá não vai esquecer. O vice-campeonato brasileiro foi importante, mas nem tanto quanto o acesso, que teve o valor de título - recordou Vica, continuando:

— O ASA, daquele tempo, serviu de alerta para CRB e CSA. Era o único time de Alagoas na Série B e tudo estava caminhando direitinho. Não era só nosso trabalho, era o trabalho de uma diretoria que abraçava a causa, o time, era uma cidade que se envolvia. E, depois, o estado se envolveu. Na Copa do Brasil, por e exemplo, empatamos com o Palmeiras no Allianz Parque e poderíamos tirar o time paulista pela segunda vez da competição na história. Sofremos lá, mas conseguimos o resultado. Tudo isso ficou marcado.

O time do ASA jogou contra Rio Branco com: Tuti; Paulão, Leandro e Edson Veneno; Ricardinho, Ivo (Foiani), Jota, Didira (Flávio), Fábio Lopes e Rodriguinho; Nena.

Vica, técnico do ASA — Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas

Vica, técnico do ASA — Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas

O treinador tem hoje uma escolinha do Fluminense no interior de São Paulo. Ele foi tricampeão carioca pelo Tricolor em 1985, formando a zaga ao lado de Ricardo Gomes, e mantém um vínculo afetivo com o clube.

— Tenho em Araraquara uma franquia, em parceria com o Fluminense. Tenho uma escolinha lá, com cinco campos societys e salão de festas, para promover alguns eventos. Nada tem ligação com empresário de futebol, de descobrir garoto, não. Levei três garotos para Xerém. Deu certo no primeiro momento, mas depois a família não queria que fossem mais.

*GE/Maceió