Sexta-Feira, 20 de março de 2026
Sexta-Feira, 20 de março de 2026
Técnico do Timão defende trabalho, afirma que a equipe apresenta melhora contínua e explica motivação em poupar alguns nomes importantes do elenco
O técnico Dorival Júnior deixou a Arena Condá insatisfeito com mais um empate do Corinthians na temporada. Na noite desta quinta-feira, o Timão ficou no 0x0 com a Chapecoense e chegou ao sexto jogo seguido na temporada sem vencer, aumentando a pressão em cima da comissão técnica e do elenco.
– Partida difícil, disputada. O Corinthians não se omitiu, buscou gols do primeiro ao último minuto. Um jogo que a bola não parava, interessante de assistir, as duas equipes buscando se atacarem. Fizemos uma partida dentro de uma condição razoável. A equipe vem num processo de melhora contínua – iniciou Dorival na entrevista aos jornalistas.
– É a sexta partida fora de casa em oito disputadas. O resultado nós gostaríamos que fosse uma vitória, não aconteceu. A Chapecoense é uma equipe difícil de ser batida, sei do potencial que eles têm aqui. Nossa equipe buscou do primeiro ao último minuto o gol. Não fomos felizes. Poderíamos ter uma sorte melhor – finalizou o treinador.
Durante a partida, o Corinthians finalizou 13 vezes, sendo quatro no alvo. A Chapecoense teve exatamente o mesmo rendimento ofensivo, com 13 chutes, quatro na direção do gol. No fim, apesar do volume criado, as equipes ficaram no 0x0 - o primeiro do Campeonato Brasileiro 2026.
Com o resultado, a pressão externa aumenta. Ainda na Arena Condá, a torcida presente cobrou o time, pediu melhores resultados e uma resposta rápida na próxima rodada, contra o Flamengo, domingo, na Neo Química Arena.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/V/Z/b1eYEUToGkjyBoQMmuZQ/agif26031923340030.jpg)
Yuri Alberto - Chapecoense x Corinthians - Brasileirão - Arena Condá — Foto: Renato Padilha/AGIF
Na entrevista coletiva, Dorival foi questionado sobre a possibilidade de ser demitido do cargo pela sequência de maus resultados e aparentou incômodo com a pergunta, defendendo seu trabalho e relembrando os títulos da Copa do Brasil e da Supercopa Rei.
– Fala com a diretoria do clube. Estou aqui, fazendo meu melhor, tentando deixar o meu melhor. A partir do momento que a diretoria achar conveniente uma alteração, eu sei o caminho de casa. Estou muito tranquilo. Estou entregando o meu melhor ao Corinthians, como foi ano passado. As cobranças foram iguais ao ano passado, no final comemoraram.
– O importante é como a gente finaliza e não como inicia os campeonatos. Isso é fundamental. Se acreditarem, os resultados vão acontecer. Não sou bobo, sei como fazer e como chegar. Já mostrei em algumas oportunidades que eu sei como chegar em finais de competições – argumentou o treinador do Timão.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/A/U/K3WQHzQKqLkLzx0BK3hg/agif26031921495072.jpg)
Chapecoense x Corinthians — Foto: Liamara Polli/AGIF
Por que não colocou mais atacantes no decorrer do segundo tempo? – Problema é você se abrir num jogo como estava, muito franco e, de repente, tomar aqui atrás. Tem que tomar cuidados. Tem momentos que o jogo requer um pouco de cautela. Nossa equipe estava em cima, finalizamos o jogo criando boas oportunidades. O Yuri nos dá um leque de opções muito grande, é um jogador que define. É o tamanho da importância de um atleta como esse, as coisas mudam com ele em campo. Ganhamos uma opção importante em razão da importância que ele tem.
Sobre cobranças da torcida ao fim da partida – Os resultados já já vão acontecer, nós tivemos uma sequência onde fizemos boas apresentações com uma folta de resultado. Isso ai não justifica, nós estamos trabalhando muito. Estamos começando agora a ter todo o elenco à disposição. Tivemos hoje o incomodo do Kaio, Carrillo e o Memphis, que foi preservado pelas dificuldades que teremos depois. Jogadores que serão importantes. Estamos começando a recuperar todos que estavam fora, ganhamos poder de fogo com todo o grupo à disposição.
Por que a escolha em poupar contra a Chapecoense? – Ele (Kaio César) sentiu um incômodo em razão do jogo anterior, então não tem como colocá-lo em campo. O Carrilo é uma razão médica. Memphis vem jogando com dificuldades no joelho, temos que tomar cuidado com ele pra não acontecer como aconteceu com o Yuri. Olha o preço que pagamos. Tem que ter todo cuidado possível, para que nessa sequência de jogos não acaba perdendo mais e mais jogadores. Ontem não tivemos como trazê-los.
– A fisiologia nos passa dados, que alertam possíveis lesões dos atletas. Tenho que respeitar esse período. Não é mágica. Agora, dois dias e meio depois dessa partida nós estaremos em campo contra o Flamengo. Como você vai recuperar o atleta de um jogo para o outro, mantendo o nível? Sempre convivi com esse tipo de situação. O time deu uma resposta. A equipe tem tido consistência, esse é um ponto importante. Cabe a nós resolvermos partidas, ai vai naturalmente da qualidade e capacidade de todo grupo.
A pressão aumenta para enfrentar o Flamengo? – Poupar é parar chegar em condições de jogar de igual pra igual com qualquer adversário. O acúmulo de carga provoca lesões, todas as equipes fazem alterações. Não sei porque essa discrepância em relação ao Corinthians. A Chapecoense mudou dois jogadores da partida anterior. É um fato normal, acontece a todo momento. Tem que prestar atenção nos sinais que os jogadores dão. O Yuri jogou 90 minutos, qual será a condição dele para domingo? Só vamos saber no sábado se vou conseguir escalá-lo ou não. Respeito muito o trabalho dos fisiologistas e DM do Corinthians, foi por eles que conseguimos chegar na decisão da Supercopa com todos esses jogadores. Conversamos diariamente para tomar as melhores decisões para o clube. Se vai desagradar, isso não importa.
É o departamento de fisiologia quem define quem joga ou não? – Não. A última palavra é do treinador. Eu ouço todos as palavras possíveis de todos os setores. Eu posso acelerar algo dentro de uma necessidade. Eles me passam os dados e eu defino. Agora, eu não posso ser irresponsável. Um incômodo é um sinal muito claro de que o camarada sairia antes de finalizarmos o primeiro tempo. Seria lesão e sabe quanto tempo ele ficaria fora? No mínimo, três semanas. Não vou ser irresponsável. Avisei lá no começo da temporada que esse ano seria muito difícil para a gente.
– Estamos acelerando agora os processos para disputarmos todos os jogos com a melhor equipe possível. Alterações vão acontecer em praticamente todas as rodadas, eu falei no início do ano. Por isso também falei que gostaria de ter um elenco um pouco mais composto. O Memphis demorou para iniciar os trabalhos na pré-temporada, ele tinha que resolver o problema no joelho. É normal que tenhamos um pouco mais de cuidado. Eu prefiro não correr o risco, pecar sem ser omisso. Aconteceu com o Yuri e pagamos um preço alto porque ele é um jogador único no nosso elenco. Veja quantas chances e oportunidades tivemos, é assim, temos que conviver com isso.
*GE