Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Usando os óculos escuros que viralizaram durante discurso em Davos, o presidente da França afirmou seu apoio aos dois governos, em meio à pressão de Donald Trump para anexar a ilha aos Estados Unidos.
O presidente da França, Emmanuel Macron, se encontrou com os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia nesta quarta-feira (28) e fez um pronunciamento em apoio a eles, contra as pressões exercidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Com os óculos escuros que viralizaram depois que ele os usou durante seu discurso no Fórum Econômico de Davos, Macron falou com a imprensa ao lado de Jens-Frederik Nielsen e Mette Frederiksen, após a reunião feita na sede do governo francês, em Paris, e afirmou:
"A França permanecerá comprometida com o Reino da Dinamarca. A Groenlândia não está à venda, nem será tomada. Os groenlandeses decidirão seu futuro", declarou, arriscando algumas palavras em groenlandês.
A Groenlândia tem um governo próprio, mas é um território autônomo da Dinamarca. Desde que Trump iniciou seu segundo mandato e afirmou que desejava anexar a ilha aos EUA, autoridades de ambos rejeitam a proposta.
No dia 22, Trump afirmou em entrevista que os EUA estão negociando "acesso total" à Groenlândia, mas não entrou em detalhes sobre a proposta.
"Se os bandidos começarem a atirar, tudo passa pela Groenlândia. É algo extremamente valioso. Os detalhes estão sendo negociados agora, mas essencialmente é acesso total. Sem um fim, sem prazo limite", declarou.
Mais cedo, no mesmo dia, o premiê da Groenlândia disse que pode negociar uma parceria mais estreita com os Estados Unidos, mas afirmou não estar disposto a ceder a soberania do território.
Um dia antes, em discurso no Fórum Econômico Mundial, o republicano descartou o uso da força para anexar a ilha, mas insistiu na compra.
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Em apoio à Dinamarca, a União Europeia disse que vai se defender contra qualquer forma de “coerção” e anunciou planos para ampliar investimentos em segurança no Ártico, incluindo a compra de equipamentos militares adaptados ao ambiente polar.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, vem mediando um possível acordo entre os EUA e a Dinamarca. Segundo o jornal "The New York Times", a proposta que está na mesa envolve a entrega de áreas da ilha a Washington para a construção de bases militares.
*G1