Quinta-Feira, 12 de fevereiro de 2026
Quinta-Feira, 12 de fevereiro de 2026
Chefe temporário do ICE em Minnesota, Tom Homan disse ter proposto a Trump fim das operações contra imigrantes no estado e que presidente norte-americano topou.
Manifestantes carregam cartazes condenando o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) perto do local onde um homem identificado como Alex Pretti foi morto a tiros por agentes federais que tentavam detê-lo, em Minneapolis, Minnesota, EUA, em 24 de janeiro de 2026 (Imagem: REUTERS/Tim Evans)
O chefe temporário do ICE em Minnesota, nos Estados Unidos, disse nesta quinta-feira (12) ter proposto ao presidente dos EUA, Donald Trump, o fim das operações do Serviço de Imigração e Fronteiras contra imigrantes no estado norte-americano.
Uma redução "significativa" de agentes do ICE em Minnesota já está em andamento nesta semana, segundo anunciou Tom Homan, o "czar da fronteira" de Trump enviado temporariamente para chefiar as ações do ICE em Minnesota. Ele afirmou ainda que mais agentes se retirarão na semana que vem, mas não informou quantos serão — cerca de 2.300 deles permaneciam no estado.
"Propus (a retirada total), e o presidente Trump concordou, que esta operação de reforço militar seja concluída", disse Homan a repórteres em uma coletiva de imprensa.
Donald Trump ainda não havia confirmado a informação até a última atualização desta reportagem.
Embora não seja o estado com mais imigrantes nos EUA, Minnesota acabou se tornando o grande foco das operações do ICE de caça e prisão de imigrantes, ordenada por Trump.
➡️ Moradores locais vêm tentando impedir a detenção de estrangeiros — alguns em situação legal e até crianças —, e protestam contra a truculência dos agentes, principalmente depois de dois cidadãos norte-americanos, o enfermeiro Alex Pretti e a poeta Renée Nicole Good, morrerem por tiros disparados por homens do ICE.
Sob a Operação Metro Surge — como foi chamado o envio de tropas do ICE a Minnesota —, Trump havia mobilizado cerca de 3.000 agentes de imigração armados até o final de janeiro para caçar e deter imigrantes em Minnesota, com foco em Minneapolis.
No início de fevereiro, após uma onda de protestos por conta da morte dos dois norte-americanos, Tom Homan anunciou a retirada de 700 dos 3.000 agentes do ICE enviados ao estado.
Esta reportagem está em atualização.
*G1