Sexta-Feira, 09 de janeiro de 2026
Sexta-Feira, 09 de janeiro de 2026
Presidente do TCU confirmou ao blog, mais cedo, que pretendia levar o caso ao plenário do tribunal. Denúncia de pagamento de influenciadores acendeu alerta.
O relator do caso Master no Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Jonathan de Jesus, acatou o recurso do Banco Central nesta quinta-feira (8) e suspendeu a decisão que previu uma inspeção no órgão sobre o caso da liquidação do Banco Master.
A decisão, adiantada pelo blog da jornalista Ana Flor, foi formalizada pelo despacho publicado nesta quinta (8).
"Ocorre que a dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte, recomenda que a controvérsia seja submetida ao crivo do Plenário, instância natural para estabilizar institucionalmente a matéria", diz o ministro no documento, ao qual o blog teve acesso.
A decisão do ministro representa um recuo do TCU diante da repercussão do caso. Na semana passada, a Corte de Contas decretou uma inspeção para revisar as provas que levaram à liquidação do Banco Master. O BC, no entanto, entrou com um recurso.
Nos embargos de declaração, a autoridade monetária alegou que esse tipo de medida só poderia ser aprovada por um colegiado do tribunal, no caso a Primeira Câmara.
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Entidades do setor bancário reagem à decisão do TCU que ameaça independência do BC no caso Banco Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Porém, em conversa com o blog, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, informou que decidiu submeter o caso ao plenário, e não apenas à Primeira Câmara.
O clima dentro do TCU ficou mais tenso depois que foi revelado que influencers estavam sendo contratados para divulgar mensagens em redes sociais atacando o Banco e defendendo o Master.
Um ministro do tribunal disse que essa última notícia mostrou que a polêmica sobre o banco Master envolve muitos interesses e poderia desgastar ainda mais a imagem do TCU.
Por isso, ele aprovou a decisão do presidente do tribunal de levar o caso para o plenário do tribunal. Segundo esse ministro, uma decisão do plenário dará mais peso para qual seja a que for tomada, evitando mais críticas contra a Corte de Contas.